Para onde caminha o Brasil?

Por Ozinil Martins de Souza 19/01/2018 - 10:46 hs

As eleições de 2018 serão, sem sombras de dúvidas, um divisor de águas. Somos mais de 150 milhões de eleitores, cada um com um conceito do que é um país e, ousaria dizer, com a grande maioria sem saber o que deve esperar das pessoas que vão gerenciar o país. 30% dos eleitores são cativos do Partido dos Trabalhadores, eleitores capturados pelas benesses distribuídas ao longo de 14 anos de governo, que destruiu o pouco que tínhamos de bom em termos de competitividade. Do outro lado, na extrema direita, surge o candidato fruto do cansaço, do desencanto, da letargia que tomou conta do país nos últimos anos. Uma linha representa o caminho para a Venezuela, a outra linha o caminho para impor um estado de direita com um profundo viés autoritário. Os dois, para o futuro, só trazem desencanto e, ainda não surgiu e nem se sabe se surgirá, candidato que se mostre capaz de solucionar os problemas e galvanizar a nação em um único caminho. Os caminhos postos, seja de A ou B, conduzirão à radicalização e à violência! Sua responsabilidade, eleitor, é imensa!

Como espoliar o povo sem que este perceba!

Nos últimos dias, dois pontos chamaram a atenção das pessoas que ficam ligadas nas ações governamentais. A não correção da tabela do imposto de renda é o primeiro ponto a ser analisado. Em relação a este item é importante ressaltar que desde 1996 a tabela vem sendo corrigida em índices inferiores a inflação e que, nos últimos anos, sequer foi corrigida. O valor hoje da isenção está em R$ 1.903,98, e deveria estar em R$ 3.460,50. Logo, a defasagem na correção é de 83% e, isso significa aumento da carga tributária e, pior, sobre a população mais necessitada. O segundo item remete à correção dos valores recebidos pelos aposentados que percebem mais de um salário mínimo. Nos governos petistas a política adotada era de corrigir o salário mínimo sempre acima da inflação e, a aposentadoria dos que ganhavam mais de um salário, recebia a reposição da inflação; com isso havia uma defasagem em relação ao número de salários mínimos com que a pessoa se aposentou. Agora, o governo Temer resolveu sequer repor a inflação aos que ganham alguma coisa a mais do que o salário mínimo. Se isso não é maldade com as pessoas que gastam boa parte de seus minguados recursos com planos de saúde e medicação, como poderemos chamar?

Novo código de conduta na relação homem – mulher

Pois é, o politicamente correto está impondo um novo código de conduta no relacionamento entre homens e mulheres. O que li, em recente reportagem da revista Veja, chega a ser assustador. Não serão mais permitidas, no ambiente de trabalho, intimidades que hoje são comuns; abraços, beijinhos na face, cumprimentos efusivos e brincadeiras por mais ingênuas que sejam; isso pode ser considerado ato de assédio sexual ou moral. Ao terminar de ler a reportagem cheguei a conclusão que, a partir de agora, os cumprimentos limitar-se-ão à simples apertos de mãos, com o olhar baixo, para evitar qualquer futura acusação. Brincadeiras então, nem pensar. Penso que com isso perdemos todos e viveremos em um mundo que, ao invés de aproximar, afasta as pessoas. Não é justo estabelecer novas regras para todos, quando os transgressores são a minoria. Todos perdem com as novas regras do politicamente correto!

Curtas

A postura do PT, enquanto responsável pela crise social e econômica atual, é simplesmente digna de análise profunda. Não sei, não fui, não tivemos participação alguma no que aí está instituído. São 13 milhões de desempregados, déficit público anual de mais de R$150 bilhões, credibilidade das instituições inexistente e um país profundamente dividido. Se você não estiver fanatizado fica fácil reconhecer a culpa.

Os desembargadores responsáveis pelo julgamento do recurso interposto em relação ao ex-presidente Lula estão sob ameaças. Interessante o posicionamento do PT em relação ao fato; dizendo que não tem nada a ver com as ameaças feitas e, sem nenhuma manifestação enfática de repúdio, acaba passando a imagem de concordância tácita com as ameaças emitidas. Lamentável para a democracia!

Estima-se a população de Aztecas existente no México era de 15 milhões de pessoas quando da chegada dos espanhóis. Em questão de poucos anos a população estava reduzida a 2 milhões. Os motivos não foram a guerra, disputas tribais, mas a bactéria Salmonela, que foi trazida pelos colonizadores e para a qual os Aztecas não tinham defesa. Divulgado esta semana por cientistas depois de pesquisas realizadas durante anos. Esta dívida é impagável!

Educação

“Se você não for melhor que hoje no dia de amanhã, então para que você precisa do amanhã?” Rabbi Nahaman de Brastlav