Polícia Civil deflagra a maior ofensiva contra facção criminosa atuante em SC

24 Abril 2017 10:14:56

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A Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP), por meio da Polícia Civil e sua Divisão de Repressão ao Crime Organizado da Diretoria Estadual de Investigações Criminais, deflagrou na manhã do dia 20, a maior operação policial para cumprir 91 mandados de prisão, dos 112 expedidos pela Justiça, e 40 mandados de busca e apreensão, nas cidades de Florianópolis, São José, Balneário Camboriú, Itajaí, Joinville, Araquari e Laguna.

A operação coordenada pela Draco/Deic é a maior ofensiva já realizada pela Polícia Civil contra a facção criminosa atuante em Santa Catarina e com ramificações em outros estados, envolvida em crimes de roubo, tráfico de drogas, associação para o tráfico, corrupção de menores, homicídio, estelionato, lavagem de dinheiro e porte/posse/comércio de armas de fogo/munições.

Foram apreendidos ainda pistolas, diversos telefones celulares e aparelhos de radiocomunicação. Boa parte dos mandados foram cumpridos contra criminosos já segregados em unidades prisionais.

As investigações vêm sendo realizadas há aproximadamente cinco meses, período em que 11 membros da facção foram presos nas cidades de Florianópolis, Joinville, Navegantes, Balneário Camboriú e Chapecól. Também identificou as principais lideranças dessa organização criminosa atuantes dentro e fora do sistema prisional de Santa Catarina, as quais são alvos das medidas judiciais.

Participam da Operação 200 Policiais Civis da Deic, DPGF, DIPC, SAER, DIC Laguna, DIC e 2ª DRP Joinville, DIC e SIC/Dpco de Balneário Camboriú, DIC de Itajaí e integrantes da DINI.

Integração policial

Em coletiva de imprensa na tarde desta quinta, o Secretário da Segurança Pública, César Augusto Grubba, destacou a parceria com as agências de Inteligência da SSP, Sistema Prisional, Ministério Público e Poder judiciário que possibilitou o sucesso da operação.

Ele também parabenizou as equipes envolvidas na operação e o trabalho da PM na quarta-feira à noite, na Vila União, no Norte da Ilha, em Florianópolis, quando um verdadeiro arsenal foi apreendido com quatro criminosos. "Estamos trabalhando com afinco e dedicação e o exemplo são essas ações operacionais. O trabalho policial vem sendo efetivamente concretizado”, destacou Grubba.

O secretário fez um apelo à população em relação ao consumo de drogas. “Precisamos muito mais do que o trabalho das polícias. O Estado sozinho não dá conta contra a criminalidade. A própria sociedade pode colaborar não consumindo drogas. Enquanto tiver elementos da sociedade consumindo drogas vai ter o traficante vendendo. Então o estado social tem que atacar as causas primárias da criminalidade, fazer trabalhos sociais, porque quanto mais aplicar no social, menos vai aplicar na punição e na repressão”.

Já o delegado Adriano Bini, diretor da Deic, explicou que a facção criminosa vem há alguns anos tentando se instalar e atuar em Santa Catarina. “É uma facção criminosa de fora do Estado e o foco principal de atuação é o tráfico de drogas, justamente pela lucratividade. São investigados pelos crimes de tráfico de drogas, associação pelo tráfico, homicídio, lavagem de dinheiro, estelionato e assim por diante. Ainda temos policiais civis nas ruas com o objetivo de realizar o cumprimento dessas ordens judiciais. Portanto a operação para nós é extremamente positiva", disse o delegado.

Para o delegado Antônio Cláudio Joca, diretor da Draco, a operação policial representa um duro golpe contra o crime organizado. Ele acredita que crimes de homicídios, como os registrados esta semana na Vila União, serão esclarecidos com as prisões efetuadas. “Também investigamos crimes registrados em Laguna e Chapecó”, declarou o policial. Ele acredita que a prisão das principais lideranças do Norte da Ilha representa um duro golpe contra o crime.

Participaram da coletiva o secretário de Estado da Segurança Pública, César Augusto Grubba; delegado-geral da Polícia Civil, Artur Nitz; diretor da Deic, delegado Adriano Bini; delegado Antonio Carlos Joca, da Divisão de Repressão ao Crime Organizado (Draco) e o diretor de polícia da Grande Florianópolis, delegado Verdi Furlanetto.


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