Brasil tem as maiores reservas de água potável do mundo

Por Ozinil Martins de Souza 15/09/2017 - 10:23 hs

12% de toda a água potável existente no mundo estão em terras brasileiras. O Canadá é o segundo país em termos de reserva de água. Esta semana, em jornais televisivos, tomamos conhecimento de que, em função da não precipitação de chuvas no Centro-Oeste, os estados de Tocantins, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul já tem cidades com sérios racionamentos de água. Deixe-me ver se entendo: todos sabem que, neste período do ano, as chuvas rareiam nesta região, logo os rios diminuem seu fluxo de água; se os responsáveis pela gestão da água têm conhecimento de que este fato se repete, ano após ano, não há como planejar o fornecimento de água na região? Este é um exemplo apenas, da incúria do poder público na gestão dos recursos disponíveis. Difícil sair do atraso a que estamos submetidos!

As comparações nem sempre são justas

Mas é bom que existam para que possamos analisar as diferenças geradas. A Polônia, país do leste europeu e que por muitos anos fez parte da União das Repúblicas Soviéticas Socialistas, a partir da queda do muro de Berlin e, do desmantelamento do sistema liderado pela Rússia, do surgimento do sindicato Solidariedade e, seu líder Lech Walesa, fez uma opção por investir, maciçamente, no sistema educativo do país. Hoje, a Polônia é referência em pessoal qualificado aos demais países da Europa e notabiliza-se por uma Educação de qualidade. Por que será que em “Terra Brasilis” nos contentamos com tão pouco? Por que não se investe em Educação de forma consistente e que redunde em benefícios para a sociedade? A história já nos mostrou, na comparação com a Coreia do Sul, a importância de investir em Educação. Decididamente não aprendemos!

Será o furacão Irma um exemplo do que nos espera?

Durante boa parte do domingo acompanhei a evolução do furação Irma. Além das imagens transmitidas, que chocam pela violência mostrada, ouvi opiniões de jornalistas, curiosos e cientistas a respeito do fenômeno. Uma delas prendeu a atenção pela conclusão a que chegou o cientista. Segundo ele, o fenômeno será muito comum e com cada vez mais contundência. A causa: o aquecimento das águas do oceano em função do aquecimento global. A colocação do cientista é pautada pela lógica, pois os furacões ou os tufões, na Ásia, são conseqüência direta do aumento da temperatura das águas marítimas. Só lembrando que o Atlântico Sul, apesar de suas águas mais frias, já nos brindou com o Catarina em 2004, com efeitos catastróficos para a economia catarinense. Só o tempo mostrará se o cientista está certo ou não, mas é bom prevenir-se.

Curtas

A reprise do choro do Ministro Geddel Vieira seria cômica não fosse irônica. Ao ser preso, além do choro perante o Juiz, falou em honra do nome a ser legado ao filho. Agora o cidadão é preso, novamente, com malas, sacos plásticos e caixas com valor superior a R$51 milhões e torna a chorar. Quem deveria chorar seria a sociedade brasileira pelo roubo a que está submetida há tanto tempo.

Os americanos mais uma vez mostram ao mundo o poder do planejamento. Submetido a um furacão de nível 5 os danos materiais serão volumosos, mas as perdas humanas ínfimas ante a grandeza do fenômeno natural. Cidades foram esvaziadas, quem quis ficar foi prevenido a armazenar víveres para um período de até 30 dias, os cidadãos são alertados a cada evento mais crítico. Isso é prevenção! O custo fica baixo em função da catástrofe prevista.

Enquanto isso, em terras ao sul do Equador, o país sangra. O envolvimento do governo atual e anteriores em falcatruas milionárias, fica cada vez mais comprovado. Dinheiro em cueca virou brincadeira de guri pequeno; agora são caixas, malas e sacos plásticos. Não gosto de pensar nem de escrever, mas o país está se desmanchando.

Quando uma juíza da Suprema Corte é acusada de ter “namorado” o ministro da justiça do governo anterior e informa que vai mandar investigar o fato, lembro-me do personagem de Jô Soares, que na cama do hospital, ora tirava ora colocava o tubo. Esse poço parece que não tem fundo.

Educação

“O bom professor é aquele que olha o erro de seus alunos da mesma maneira como um bom mecânico olha os “erros” de um carro, não para criticar, mas para encontrar uma solução.” Celso Antunes