Será o professor ainda necessário ao processo ensino – aprendizagem?

Por Ozinil Martins de Souza 02/10/2017 - 14:20 hs

O professor está inserido em uma sociedade de múltiplas exigências simultâneas, de grande avanço tecnológico e de fácil acessibilidade à informação, portanto este professor não é mais o detentor da informação – ela está presente de maneira nunca vista na história da humanidade nos celulares, na televisão, no rádio e em uma simples busca pela internet. Logo, o novo professor terá que, para manter-se ativo, mudar sua maneira de trabalhar. Novas tecnologias de ensino estão sendo experimentadas em vários lugares do mundo e, para isso é necessário que o professor esteja aberto ao processo de mudanças e à experimentação. O professor deixou de ser o protagonista, mas continua com ele o papel, fundamental, de ser o orientador, o animador da sala de aula. Ele será o facilitador no processo ensino – aprendizagem. Este é o desafio a ser vencido!

Nós ensinamos o que somos!

A constatação de Felipe Renaux cai como luva ao momento educacional vivido pelo país. Quando constatamos que os estudantes que ingressam no curso de pedagogia estão situados entre os últimos 15% dos colocados no Enem torna-se possível compreender os resultados obtidos nos exames feitos, por nossos estudantes, em relação a outros países; os lamentáveis resultados são inevitáveis. Por dever de ofício tenho participado de encontros no estado onde se discute a Educação; a surpresa vem do despreparo das pessoas, ocupantes de cargos importantes em relação ao conhecimento sobre o tema. Logo, se o professor está mal preparado seus alunos terão uma formação deficiente. Esta deficiência espraia-se por toda a cadeia de ensino. Associado a isso ainda temos situações isoladas, como no Rio de Janeiro, em que, fruto da violência, milhares de crianças ficam sem aulas por dias. Como ensinar e aprender em situações como esta?

Chapecó – pólo de desenvolvimento do oeste catarinense

Na última semana participei de evento educacional na cidade de Chapecó. Durante anos, década de 80, freqüentei a cidade por obrigações profissionais e, já a reconhecia como cidade bem planejada e de forte potencial econômico. A surpresa, portanto, não foi grande ao encontrar uma cidade pujante, com forte economia baseada no agronegócio e em um excelente pólo de Educação superior. A constatação de que poderia ser melhor do que já é nos faz entender como a gestão pública no Brasil é deficiente. Gastar quase 9 horas, em um trajeto com todo tipo de riscos, prejudica e encarece o desenvolvimento econômico. Imaginem uma rodovia com pistas duplas o que representaria para a economia da região em termos de tempo e dinheiro; os produtos originários da região teriam maior competitividade, a exportação seria mais volumosa, o número de empregos e o dinheiro circulante seriam maiores. Enquanto se desvia milhares de reais de sua finalidade verdadeira a população é que paga a conta do atraso e da pobreza!

Curtas

O mesmo povo que bradava contra o governo de plantão e a favor do meio ambiente no Rock in Rio, deixou toneladas de lixo espalhadas por todos os espaços abertos do festival. Brasileiro sendo brasileiro! O exemplo dos japoneses na Copa do Mundo não foi seguido.

Na última segunda feira uma notícia mostrou a verdadeira cara do país no tocante a violência. Somente na semana de 21 a 27 de agosto foram mortos em 546 cidades brasileiras 1.195 pessoas. Este é o povo pacato e cordial do Brasil! Fonte G1.

Enquanto isso, o Rio de Janeiro vive uma guerra urbana. Traficantes atacam traficantes a mando de seus chefes visando o domínio dos pontos de tráfico. As Forças Armadas apóiam a Polícia Militar, mas não conseguem dominar a situação. A que ponto chegou-se! Povo e estado refém de bandidos!

Educação

“Só teremos um país de verdade no dia em que gastarmos mais com escolas do que com televisão, isto é, no dia em que gastarmos mais com a educação do que com a falta de educação.” Millôr Fernandes