Não à erotização da criança!

Por Ozinil Martins de Souza 18/10/2017 - 15:34 hs

Quando se lê escritos de Karl Marx e alguns de seus seguidores uma de suas afirmativas é: “através da erotização das crianças propicia-se a desconstrução da família.” Tenho repetidamente escrito sobre o tema e posicionado-me contra a infeliz discussão que assola o país; transformar erotismo em arte e envolver crianças é crime capitulado no Estatuto da Criança e do Adolescente. Sei que as revoluções são patrocinadas por pessoas visionárias, que conseguem ver o que nós, mortais comuns, não conseguimos; agora, a manobra, proposta pela minoria atuante, fica cada dia mais clara. É uma tentativa de desconstruir a família brasileira, de consolidar valores que nada têm com nossa história e em que não acreditamos. Os peruanos já deram a resposta que deveríamos dar, foram às ruas de Lima e disseram não às bobagens defendidas pela ideologia de gênero. O ser humano nasce homem e mulher, o que vem depois é opção!

Dia da criança! O que há para se comemorar?

Há alguns anos em um treinamento sobre liderança de equipes o facilitador falava sobre como começam nossos problemas e citou uma situação que nunca mais esqueci. Disse ele: “nunca tratem a criança como um pequeno adulto ou como animalzinho.” Quando vejo outdoors com crianças usando roupas afetadas e fora de sua idade entendo o que ele quis dizer. Criança é só criança e assim tem que ser tratada. Os pais, que em função de atividades profissionais, cada vez são mais ausentes, procuram compensar esta ausência com ações materiais que nada significam. No dia das crianças os pais que puderem darão presentes aos seus filhos, que em essência é quase um pedido de desculpas pela pouca presença efetiva e afetiva. Sugiro que façam atividades diferentes, que saiam com seus filhos para fazer as coisas mais comuns do mundo; tenho certeza que as crianças agradecerão o melhor presente que vocês, pais, podem dar a eles. Sua presença!

A criança e as conseqüências da violência urbana

Todos os dias as reportagens mostram imagens em que crianças são obrigadas a esconder-se dentro de suas escolas para fugir dos tiroteios cotidianos. São milhares de crianças atingidas pela violência urbana. Recente pesquisa realizada em Porto Alegre pela UFRGS mostra, claramente, as conseqüências sobre o processo de aprendizagem destas crianças. Sim, as dificuldades emocionais afetam a capacidade de apreensão e retenção dos conteúdos trabalhados em aula. Não é definitivo, mas o processo ensino – aprendizagem é, efetivamente, afetado. O impressionante é que nada é feito pelas autoridades a não ser dar desculpas esfarrapadas; milhares de crianças têm seu futuro comprometido e, dia após dia, o mesmo cenário se repete. Como violência gera violência é bom esperarmos pelo pior!

Curtas

A escola pública tem como condição básica a oferta dos mesmos serviços e qualidade às suas crianças. Apesar disso há uma cruel diferença que é, claramente, perceptível dentro das escolas. Crianças vindas de famílias bem estruturadas e com hábitos de leitura, de conversas familiares, são mais participativas e têm melhor resultados escolares. Aí começam as diferenças!

Uma das coisas que mais incomodam as pessoas conscientes no processo educativo é que há leis que protegem as crianças com algum tipo de dificuldade; o que é justo. Mas, e as crianças que são diferenciadas por suas qualidades acima da média, qual o apoio recebido?

Tenho assistido a apresentações em escolas em que vejo jovens e crianças brilhantes e com um potencial de futuro fantástico. Mas, quantos terão seus futuros bem encaminhados? Seu talento reconhecido? Trabalhar bem os potenciais existentes gera uma nação com futuro radioso. Decididamente, não é o caso do Brasil que desperdiça hoje o seu amanhã!

Educação

“Todo jardim começa com um sonho de amor. Antes que qualquer árvore seja plantada ou qualquer lago seja construído, é preciso que as árvores e os lagos tenham nascido dentro da alma. Quem não tem jardins por dentro, não planta jardins por fora e nem passeia por eles...” Rubem Alves