À Cabo Kátia da PM paulista

Por Ozinil Martins de Souza 18/05/2018 - 10:17 hs

Prestes a participar de festa em homenagem ao dia das mães, a policial paulista viu-se envolvida em um assalto de que seriam vítimas todas as pessoas que aguardavam na entrada na escola. Mantendo o sangue frio, afastou-se calmamente do local, enquanto buscava em sua bolsa sua arma, que como policial, mesmo à paisana, tem direito a usar. O fator surpresa passou a ser da policial, pois o marginal jamais esperava a reação sofrida; três tiros acertaram o marginal que veio a óbito. Interessante alguns veículos de imprensa condenando a policial por uso abusivo do poder e pedindo sua punição. O Governador do Estado de São Paulo, em cerimônia pública homenageou a policial pelo serviço prestado em relação ao potencial de risco envolvido. O PSOL, entre outros, na figura de seu líder maior, Marcelo Freixo, pede reconhecimento à vítima da sociedade, o marginal. Em qual mundo vive a esquerda brasileira?

O tempo não para!

Pós movimento militar de 1964 já tivemos 7 governos civis e vivemos os estertores do oitavo; José Sarney (5 anos), Fernando Collor de Mello/Itamar Franco (4 anos), Fernando Henrique (8 anos), Luis Inácio Lula da Silva (8 anos), Dilma Vana Rousseff (6 anos) e Michel Temer (2 anos). Lá se vão 33 anos de governos exercidos pelos civis e o que vemos? Discussões estéreis sobre o passado e a tentativa de culpar-se os governos militares pelos descalabros que acontecem. Se considerarmos que as grandes obras que impulsionaram o crescimento vertiginoso do país nos anos 70 foram todas frutos dos governos militares, o que restou aos governos exercidos pelos civis nestes 30 anos? Sarney concluiu seu governo com a polícia federal caçando gado de helicóptero; Collor foi destituído do poder; FHC lançou o plano real e quando a inflação disparou ameaçando engolir seu governo, acabou com a paridade dólar – real, salvando-se de um desastre; Lula aproveitou-se das benesses das “commodities” e criou o maior sistema assistencialista do mundo fora de bases reais; Dilma brincou com a economia e, por sua decisão, desestruturou todo o sistema elétrico do país e, Temer é o que temos para hoje. E, os militares são os culpados!!!

Inclusão Social

Talvez esta expressão seja uma das mais usadas pela sociedade atualmente. Todos falam e perseguem a inclusão social, mas será que a sociedade está, realmente, interessada em inclusão social? Os exemplos que tenho visto não podem ser entendidos como de inclusão social, não em um país tão desigual quanto o Brasil. Lendo sobre o Estado americano de Minnesota, no começo do século XX e sua luta para que a inclusão ocorresse, percebe-se, claramente, que a inclusão social começa em casa. A história de judeus, negros e muçulmanos integrados à vida cotidiana dos americanos, aconteceu pela força de sua gente que não se permitia ser diminuída, desprezada. E, esta atitude era adquirida no convívio com seus familiares que jamais, entendam bem, jamais permitiam que o “vitimismo” se transformasse em realidade. Criar pessoas fortes exige de pais e mães atitudes de encorajamento perante as dificuldades da vida, não de acovardamento e sentimento de perseguição.

À Cabo Kátia da PM paulista

Prestes a participar de festa em homenagem ao dia das mães, a policial paulista viu-se envolvida em um assalto de que seriam vítimas todas as pessoas que aguardavam na entrada na escola. Mantendo o sangue frio, afastou-se calmamente do local, enquanto buscava em sua bolsa sua arma, que como policial, mesmo à paisana, tem direito a usar. O fator surpresa passou a ser da policial, pois o marginal jamais esperava a reação sofrida; três tiros acertaram o marginal que veio a óbito. Interessante alguns veículos de imprensa condenando a policial por uso abusivo do poder e pedindo sua punição. O Governador do Estado de São Paulo, em cerimônia pública homenageou a policial pelo serviço prestado em relação ao potencial de risco envolvido. O PSOL, entre outros, na figura de seu líder maior, Marcelo Freixo, pede reconhecimento à vítima da sociedade, o marginal. Em qual mundo vive a esquerda brasileira?

Curtas

Enquanto isso, na cidade maravilhosa, já se contabiliza o 49º policial morto no ano de 2018. Qual será o objetivo da marginalidade para o ano? Quantos mais precisam morrer para que se faça uma intervenção de fato? Onde estão os partidos de esquerda em respeito às vítimas causadas pela marginalidade?

A Eletrobrás, pós destruição de sua estrutura pelo governo Dilma, entrou em processo de privatização. A cada dia que passa mais aumenta a dívida e compromete sua capacidade de investimento. O que faz a esquerda? É contra a privatização!

Realmente o entusiasmo que se sentia em um passado recente pela seleção brasileira de futebol, caiu. Quase não há comentários sobre s jogos e há uma modorra no ar em relação à copa do mundo. Exceção da imprensa sensacionalista, silêncio!

Com 13 milhões de desempregados, com a informalidade atingindo a 50% da população economicamente ativa, não é de admirar o dado divulgado em 16.05 sob o recuo da economia brasileira em março/18. Isso associado aos, aproximadamente, 21 mil brasileiros que deixaram o país este ano mostram o tamanho da crise vivida.

Educação

“A inspiração existe, porém temos que encontrá-la trabalhando.” Pablo Picasso