Samae cria Ecoponto

Espaço é destinado ao despejo de materiais recicláveis, além de móveis e também óleo de cozinha

Por Aline Christina Brehmer 05/03/2019 - 10:34 hs
Foto: Aline Brehmer/Jornal Café Impresso
Samae cria Ecoponto
Waldemar Gebauer (presidente do Samae), Diego Zatelli (diretor de operação, manutenção e expansão),

Timbó se torna referência sendo o primeiro município a instalar um Ecoponto. A iniciativa, inédita na região, foi do Samae. No local, conforme explica o diretor de operação, manutenção e expansão do Samae, Diego Zatelli, a população poderá entregar esses materiais recicláveis, além de outros itens, como os móveis e equipamentos por exemplo.

“Dessa forma, se a pessoa não puder deixar seu material reciclável para que o caminhão recolha no dia da coleta, ela tem a opção de, a partir deste mês, ir até no Ecoponto, localizado na rua Rio Grande, no bairro dos Estados, para deixar seu lixo, ou também outros itens dos quais queira estar se desfazendo, como sofás, cadeiras, até mesmo óleo de cozinha, entre outros”, esclarece.

Zatelli destaca ainda que essa novidade vem como forma de evitar que o terreno do vizinho se torne um depósito de lixo ou, ainda, que esses itens sejam despejados no rio, afinal, situações semelhantes já chegaram em forma de denúncia para a autarquia.

O projeto foi lançado dentro do Consórcio Intermunicipal do Médio Vale do Itajaí (Cimvi), envolvendo todos os municípios. “Timbó, entretanto, ousou porque abrangeu um espaço maior, preparado especialmente para nossos moradores. Foram realizadas uma série de adaptações no projeto original”, complementa o diretor.

O Ecoponto está em fase final de implantação, faltando apenas materiais de expediente. “Além de recebermos os referidos materiais também se estuda a possibilidade da implantação de uma nova central de coleta e de educação ambiental, pois, além do Ecoponto, o Samae mantém uma área aproximada de 8 mil metros quadrados de preservação permanente do meio ambiente”, complementa.

R$ 4,5 milhões a serem investidos

O diretor do Samae, Waldemar Gebauer, diz que há hoje R$ 4,5 milhões previstos para serem destinados às obras e melhorias no serviço oferecido à comunidade timboense.

Apenas em redes de água, o valor a ser investido soma R$ 1,5 milhão. “Estamos planejando novas ampliações de rede e melhorias no sistema de abastecimento, a fim de evitar falta de água e garantir que ela chegue até no interior da cidade. Há muito a ser feito ainda neste ano”, diz.

Gebauer anuncia ainda que um dos objetivos para 2019 é que a autarquia tenha uma sede própria para a coleta de materiais orgânicos e reciclados, que seria localizado junto ao Ecoponto. “Onde está sendo construído o Ecoponto também queremos fazer uma área que servirá de garagem aos nossos caminhões. Também pretendemos criar uma área adequada para o pessoal que lida com o serviço de coleta e embalagem do lixo reciclável”, detalha.

Ampliação no abastecimento e atenção ao bairro Araponguinhas

Já no que diz respeito à questão de abastecimento, o diretor de operação, manutenção e expansão do Samae, Diego Zatelli, diz que uma das preocupações hoje é o abastecimento no bairro Araponguinhas.

“É um local que historicamente sofre com problemas de falta de água, que são gerados devido à deficiência das redes de abastecimento, não pela falta de água em si, até porque nossos reservatórios hoje estão cheios e comportam com tranquilidade o consumo da população timboense”, esclarece.

Mas, independentemente da região da cidade, Zatelli reforça a importância de que toda residência tenha um reservatório. “Se estivermos fazendo uma manutenção que exija interromper o fornecimento em determinada localidade, por exemplo, ou ainda, se acontecer um rompimento, são problemas que resolvemos, geralmente, em 24 horas. Nesse tempo, as pessoas conseguem manter sua rotina tranquilamente tendo um reservatório. Importante ressaltar que em questões que envolvem vazamento nós só conseguimos resolver o problema após ele correr, obviamente, então ter essa reserva é importante”, garante.

Segundo o diretor, o cidadão deve possuir uma caixa de no mínimo 500 litros em residências onde haja até quatro pessoas morando e de mil litros naquelas que tenham mais moradores.

Hoje, vislumbrando a evolução da cidade, Zatelli comenta que há intenção de ampliar a capacidade de reservação – mas é um plano que precisa ser mais estudado, principalmente na parte financeira. “Nossa produção atual de água consegue atender a comunidade por mais uns dois anos, depois disso precisaremos ampliá-la também, então é algo para começar a se pensar desde já”, argumenta.

Cobrança da taxa de lixo muda em abril

Gebauer relembra que, a partir deste mês, a taxa de lixo passa a ser cobrada nas faturas mensais do Samae, através do que foi definido na Lei Complementar Nº 516/2018, que regulamenta o serviço de coleta e disposição final de resíduos sólidos urbanos em Timbó e cria a taxa de coleta de resíduos sólidos urbanos (TC).

“O projeto foi aprovado na Câmara de Vereadores no ano passado e faz com que a taxa de lixo, até então cobrada no carnê do IPTU, passe a ser cobrada mensalmente na fatura do Samae”, explica.

O coordenador do setor técnico da autarquia, Rodrigo Catafesta Francisco, destaca que essa forma de cobrança torna o processo muito mais transparente, afinal, faz com que cada residência ou empresa sejam cobradas proporcionalmente pela água que consumem.

“Estamos fazendo estudos desde 2013. A conclusão é que hoje, para cada 10 mil litros de água que se consome, são gerados em média 4kg de lixo. Através desse estudo chegamos ao valor da taxa mínima, com base nesse exemplo que citei acima. Ela fica no valor de R$ 12,53 para as casas e R$ 25 nas empresas/comércios na área urbana, quantia que será acrescida às faturas a cada mês”, detalha..

Já nas residências localizadas em área rural, essa cobrança será diferenciada, visto que o serviço na coleta também funciona de forma diferente lá. “Há só um caminhão que passa para fazer o recolhimento dos lixos reciclável e orgânico junto, então as pessoas que moram nessas localidades irão pagar 50% do valor que estipulamos, ou seja, algo em torno de R$ 6,25 a mais nas faturas”, diz.

Devido às mudanças, a taxa de lixo cobrada no carnê de IPTU deste ano será com base apenas nos primeiros 73 dias de 2019.