Ministro da Infraestrutura diz que está satisfeito com ritmo da duplicação da BR-470
"Já são mais de 20 quilômetros duplicados, e nós vamos acelerar a 470"
O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, disse na manhã desta segunda-feira (6) que está satisfeito com o ritmo da duplicação da BR-470. Freitas participou, pela manhã, da cerimônia de assinatura do contrato de concessão da BR-101 Sul em Jaguaruna, no Sul do Estado.
Em um
trecho de seu discurso, quando falava de um conjunto de obras de infraestrutura
em Santa Catarina de responsabilidade da União, voltou a citar que a rodovia é
prioridade para o governo.
— Eu estou satisfeito de ver a impulsão que o nosso Ronaldo
(Ronaldo Carioni Barbosa, superintendente do Departamento Nacional de
Infraestrutura de Transportes em SC) está dando lá na 470. Já são mais de 20
quilômetros duplicados, e nós vamos acelerar a 470. A 470 é uma prioridade absoluta
para nós.
Há cerca de um ano, quando esteve na região para acompanhar
a liberação de um trecho de oito quilômetros da duplicação da estrada federal,
Freitas usou o mesmo termo: "prioridade absoluta". E chegou a dizer
que esperava concluir a obra até 2021. Mas a realidade tem se mostrado bem
diferente.
Como informou o colega Evandro de Assis, as obras diminuíram
de ritmo diante da escassez de recursos do governo federal, ainda mais
comprometidos em tempos de pandemia. Todos os R$ 73 milhões previstos no
orçamento deste ano para a duplicação já foram consumidos. Há condições para
avançar, mas falta dinheiro. O DNIT-SC tem esperanças de que cheguem mais R$ 15
milhões ainda em 2020 para não paralisar os trabalhos.
Promessa de anos, a duplicação BR-470 deve ter impacto
relevante na economia. Estudos citados pela Furb mostram que uma rodovia
duplicada ajuda a aumentar entre 1% e 2% ao ano o PIB da região. Na conta
entram os empregos gerados pela obra, os investimentos atraídos pela melhor
infraestrutura logística e a redução de gastos na saúde com menos internações
provocadas por acidentes.
Aeroporto de Navegantes
Durante a cerimônia desta manhã, Freitas também disse que o
governo já entregou ao Tribunal de Contas da União (TCU) o projeto para a
concessão de 22 aeroportos, entre eles o de Navegantes. O ministro revelou
ainda cobrança da Federação das Indústrias (Fiesc) e de deputados e senadores
sobre obras de infraestrutura do Estado e disse que outras concessões virão:
– Quem pensa que a crise vai paralisar o nosso programa de concessões está equivocado. Quem pensa que o interesse do investidor foi embora está equivocado. Nós teremos licitações extremamente atrativas e competitivas. Nossos ativos estão sendo estudados por operadores de infraestrutura do mundo inteiro. Nós teremos leilões bem-sucedidos. O investimento virá, e com investimento virá emprego.





ROMAN RAITER - JUSTIÇA AO OASE