Maior produtor nacional de carne suína, Santa Catarina segue
ampliando mercados e consolidando sua presença internacional. Em 2020, o
agronegócio catarinense teve um aumento de 35% no faturamento com os embarques
do produto, chegando a US$ 1,2 bilhão. Esse é o melhor resultado da história.
Os números são divulgados pelo Ministério da Economia e analisados pelo Centro
de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa).
“Esse resultado demonstra a força do agronegócio
catarinense, que é um dos motores que impulsionam nossa economia diversificada.
Com o esforço do Governo do Estado, das indústrias e produtores, conseguimos um
bom desempenho mesmo em um ano de pandemia”, destaca o governador Carlos
Moisés.
O secretário adjunto de Estado da Agricultura, da Pesca e do
Desenvolvimento Rural, Ricardo Miotto, destaca que o agronegócio de Santa
Catarina teve importantes conquistas em 2020, principalmente na suinocultura, e
faz projeções otimistas para este ano.
“Com muito trabalho, superamos a barreira de US$ 1 bilhão
com as exportações de carne suína e esse é um volume de negócios muito
interessante para Santa Catarina. Em 2021, apesar da alta nos preços dos
insumos, a carne suína continuará favorável e nós seguiremos acessando mercados
e aumentando o volume de exportações”.
Ele ainda acrescenta: “Temos que comemorar e ter muita
responsabilidade para continuar mantendo nossa cadeia produtiva operante,
rentável, gerando emprego e renda para os produtores rurais em todo o
estado".
No último ano, Santa Catarina embarcou mais de 523,3 mil
toneladas de carne suína com destino a 67 países. Principalmente China, Chile,
Hong Kong e Japão. O estado respondeu por 52% do total exportado pelo Brasil,
ou seja, mais da metade de toda carne suína vendida pelo país é de origem
catarinense.
O bom momento da suinocultura catarinense se deve,
principalmente, a dois fatores: estado ser reconhecido pelo cuidado extremo com
a saúde animal e a demanda crescente da China por proteína animal.
China segue como maior mercado comprador
A China responde por mais de 60% das exportações
catarinenses de carne suína em 2020. A venda do produto para os chineses trouxe
um faturamento de US$ 740,2 milhões, 76% a mais do que no ano anterior.
A alta demanda chinesa é reflexo da peste suína
africana, doença que dizimou boa parte dos plantéis e fez com que o país
buscasse outros fornecedores. "Embora a China esteja recuperando
rapidamente seus plantéis suínos, a expectativa é de que em 2021 ainda se
registrem incrementos em termos de valor e quantidade exportados para aquele
país", destaca o analista da Epagri/Cepa, Alexandre Giehl.
Bom momento para os suinocultores
A alta nas exportações impactou também a rentabilidade dos
produtores de suínos em Santa Catarina. Segundo o presidente da Associação
Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Losivanio Luiz De Lorenzi, o aumento
nos embarques e a valorização do dólar fizeram com que indústrias, cooperativas
e suinocultores saíssem ganhando.
"Foi um ano muito positivo e histórico para a
suinocultura. Esperamos que em 2021 também tenhamos essa exportação sempre em
alta para continuarmos com rentabilidade e investindo no bem estar animal e na
sanidade dos nossos planteis", ressalta.
Aumento nas vendas para mercados premium
Com um status sanitário diferenciado e reconhecido
internacionalmente, Santa Catarina ampliou a venda para mercados considerados
premium: Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul. Esses países são conhecidos
pela alta exigência e também pela compra de produtos mais nobres.
O Japão, por exemplo, passou a ser o quarto maior destino
das exportações catarinenses com US$ 43 milhões de faturamento - 108% a mais do
que no ano anterior. As vendas para os Estados Unidos tiveram um aumento de 57%
nas receitas.
Diferenciais da produção catarinense
Santa Catarina possui um status sanitário diferenciado, que
abre as portas para os mercados mais exigentes do mundo. A Companhia Integrada
de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), em parceria com a
iniciativa privada e os produtores, mantém um rígido controle das fronteiras e
do rebanho catarinense.
O estado é o único do país reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como área livre de febre aftosa sem vacinação, o que demonstra um cuidado extremo com a sanidade animal e é algo extremamente valorizado pelos importadores de carne. Além disso, Santa Catarina, junto com o Rio Grande do Sul, é zona livre de peste suína clássica.
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