Impeachment: STJ nega informações e tribunal misto tem 10 dias para manifestação
O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Benedito Gonçalves negou o compartilhamento de informações sobre a apuração de eventual participação, ou não, do governador Carlos Moisés da Silva no caso da compra dos 200 respiradores da Veigamed.
O tribunal misto de desembargadores e
deputados que analisa o segundo processo de impeachment contra o governador
havia pedido a Gonçalves, que é relator do caso, ainda em dezembro o
compartilhamento de dados que pudessem elucidar o julgamento.
Para negar o pedido, o ministro argumentou que a investigação ainda está em andamento e a divulgação de informações pode prejudicar o trabalho do Ministério Público Federal (MPF).
"Reconheço a
legitimidade do pedido [...] para o descobrimento da verdade e julgamento
justo do processo de impedimento do Governador Carlos Moisés da
Silva. Contudo, entendo ser prematuro o compartilhamento dos elementos
de informação ou de prova no momento", escreveu na decisão.
Além disso, Gonçalves fixou o prazo de 30 dias para que uma
nova consulta seja feita. Neste caso, o tribunal misto teria que pedir
informações novamente após um mês, com a expectativa de que as investigações em
Brasília tenham se encerrado. Isso porque, caso não haja indícios de
participação de Moisés, a investigação volta para a esfera
estadual.
Em despacho publicado nesta quarta-feira (10), o presidente
do tribunal misto e do Tribunal de Justiça de SC (TJSC), desembargador Ricardo
Roesler, estabelece o prazo de 10 dias para que os julgadores - desembargadores
e deputados - se manifestem sobre se há interesse em aguardar mais 30 dias ou
se o julgamento já pode ser marcado. Casa haja concordância entre os membros do
tribunal, o julgamento da admissibilidade já pode ser agendado a partir de 21
de fevereiro.
Além disso, Roesler definiu a distribuição de documento do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) que apontou que não há participação de Moisés na compra dos respiradores.
O documento veio a público
em janeiro e foi anexado aos autos pelo advogado de defesa do governador,
Marcos Fey Probst. Outro documento que já está em mãos dos membros do
tribunal tem origem no Tribunal de Contas do Estado (TCE) e chegou às
mesmas conclusões.






ROMAN RAITER - JUSTIÇA AO OASE