O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), por meio da
Promotoria de Justiça da área da saúde, e a Defensoria Pública do Estado de
Santa Catarina (DPE) ajuízam nesta quarta-feira (10), uma ação para o governo
do Estado estender as restrições adotadas nos finais de semana por pelo menos
14 dias contínuos.
A ação civil pública com pedido de tutela de urgência seria
uma forma de conter o avanço da Covid-19. A medida foi protocolada na 2ª Vara
da Fazenda Pública da Capital.
Segundo o MPSC, a ação foi ajuizada em razão do atual quadro
de colapso do sistema de saúde. São mais de 400 pacientes na fila por um leito
de UTI.
Ainda, na medida, o lockdown deve ocorrer sem prejuízo de
outras restrições de atividades que entenda possíveis e necessárias à maior
eficiência da medida, em especial com relação a atividades industriais.
Plano econômico de socorro emergencial e compensatório
Dentre outras medidas, a ação busca que o estado apresente
em 48 horas um plano econômico de socorro emergencial e compensatório aos
segmentos e pessoas físicas diretamente afetados pelas restrições de
funcionamento.
O MPSC diz em comunicado que, cientes de que a medida trará consequências para os setores econômicos, a ação é necessária neste momento. O documento pede que o estado "apresente plano econômico de socorro emergencial e compensatório para minimizar o impacto aos segmentos e pessoas físicas diretamente afetados pelas restrições de funcionamento, principalmente às microempresas, empresas de pequeno porte e profissionais autônomos e liberais", diz.
Segundo o MP-SC, a recomendação dos técnicos e especialistas é de restrições que durem pelo menos 14 dias. Assim, conseguira quebrar o ciclo de transmissão do vírus. "Por isso, é essencial que o Estado, segundo a ação requer, tenha em 48 horas um plano de ação de fiscalização das medidas de restrição de circulação que serão implementadas".
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ROMAN RAITER - JUSTIÇA AO OASE