A mãe e o pai são as figuras centrais na vida de qualquer pessoa. Nossa vida se inicia a partir deles e a nossa caminhada é muito influenciada pela cultura da nossa criação e dos valores repassados por eles.
No entanto, o papel de mãe vai mais além na construção da personalidade de um indivíduo.
A figura materna valida o nosso eu interior. A mãe é nutridora, cuidadora e fonte de amor para seu filhote. O amor que recebemos de nossa mãe nos preenche e irá nos preencher por toda uma vida.
O vínculo mãe e filho é importantíssimo para o processo do desenvolvimento da criança, podendo ser o passo fundamental para a formação da personalidade se este vínculo for de uma maneira adequada, saudável. A criança necessita desse vínculo para o processo de desenvolvimento psicológico, inclusive. Seu nível de ensino/aprendizagem está atrelado ao como essa relação se constrói ou construiu.
O bebê nasce e se sente uma continuidade da mãe até os 03 anos de idade quando começa a falar o “eu”.
O olhar afetuoso, o carinho, a presença amorosa da mãe vai preenchendo e validando a alma que acabou de chegar. Ela vai se sentindo viva e existindo pelos olhos e amor dessa mãe.
A figura materna reforça o nosso amor próprio, a autoconfiança e o nosso valor pessoal.
Quando há falta de presença e afeto, ou houve, seja pelo motivo que for, isso gera um ‘rombo no coração da criança’, no seu processo existencial e o looping da carência afetiva ‘starta’... Encontram-se dentro desse looping: A desvalorização existencial, conflitos de identidade, falta de amor próprio...E assim cresce a criança, desconectada do seu “eu” mais profundo.
... E cresce buscando no externo, as faltas internas da infância... Partes do inconsciente não amadurecem. Dependendo a pessoa, fica preso à mãe e não consegue tomar conta da própria vida, ser feliz e realizado. E vai buscar essa falta de amor no outro, à cata daquilo que não recebeu na infância.
E assim, aceita migalhas com parceiros (as) indisponíveis, não se valoriza, prioriza; submete-se a abusos, aceita o inaceitável, negligencia a si próprio por não crer na sua importância enquanto ser humano. Validação essa que faltou lá atrás na infância. E os ecos aparecem... Vêm fortes em forma de sintomas... Mostram-se vivos nas mais diversas dores emocionais.
Natural acontecer, não é mesmo?
Em todos os tempos a função materna é essencial para que o bebê organize e se constitua psiquicamente; cabe à mãe transmitir o desejo ao bebê, de existência, transmitir sentimento de pertencimento, lidando de forma saudável com o bebê.
A criança precisa sentir que ocupa um lugar na vida do outro, isso se dá com a função desempenhada pela pessoa que cuida, aqui estende se para a pessoa que amamenta que entende suas necessidades e lhe acolhe física e emocionalmente.
Os pais têm um papel fundamental em atuar no desenvolvimento da personalidade da criança, organizando espaços e tempos fazendo com que a criança se envolva com experiências que enriqueceram para seu crescimento, fazendo com que ela conviva com a realidade do mundo.
Mas a mãe...
A mãe tem um compromisso moral, físico, emocional e espiritual com esse filho que veio ao mundo e dessa relação, desse vínculo ou não vínculo, a história dessa pessoa se desenhará, na sua relação consigo mesmo e com os outros.
Dica da Psi:
Quando acolhemos nossa criança ferida, nutrindo amor por ela e perdão (dando e concedendo), rapidamente deixamos de depender emocionalmente do outro e passamos a nos tornar fonte renovável de amor.
Busque entendimento e consciência do porquê viver tais processos.
Qual é o seu aprendizado nisso tudo? Quem você quer se tornar a partir de suas faltas?
Um abraço.
Por 👉 Letícia Pozza
Sou Letícia Pozza, 41 anos, catarinense desde sempre, Psicóloga atuante na área Organizacional, mas com Formação na área Clínica e da Saúde e em Análise Corporal.
Executiva Nacional e responsável pela área na Rede Verità Care Franchising.
“Viciada em gente”, sou apaixonadíssima por processos mentais e comportamento humano e ligadíssima em tudo o que tem a ver com a energia.... Sou ThetaHealler desde 2020 e através desse entendimento, incorporei ainda mais conhecimentos à minha prática terapêutica. Minha inquietude científica me leva à viagens incríveis todos os dias e esse movimento adiciona sempre muita vida à minha vida! Leio por curiosidade, amor e necessidade.... Escrevo porque me encanta! Vivo a procura de encanto. (E você, vive em busca do quê?). Trabalhar com pessoas, relacionar-me com elas e conhecer suas histórias é a minha busca, e através dela vou criando minhas pontes. Nas minhas horas vagas, danço, leio e coloco no papel um pouco do que sinto dentro desse meu coração tempestuoso!
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