Auxílio Brasil: ministro diz que não há fonte permanente de custeio
“Fomos empurrados para um programa transitório”, disse Paulo Guedes
“Fomos empurrados para um programa transitório”, disse Paulo Guedes
O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta
quinta-feira (11) que estava tudo programado para um Auxílio Brasil de R$ 300,
respeitando o teto de gastos e que teria como fonte os recursos oriundos de
mudanças no Imposto de Renda (IR). No entanto, segundo o ministro, como a questão
está parada no Senado Federal e o presidente Jair Bolsonaro ampliou o valor em
R$ 100, o programa ainda não tem fonte permanente de custeio.
“Embaixo da lei de responsabilidade fiscal, dentro do teto e
com a fonte que seria o IR. Bloquearam o IR, ele foi aprovado na Câmara [dos
Deputados], não avançou ainda no Senado. Sem a fonte, isso não permite a
criação de um programa permanente, então nós fomos empurrados para um programa
transitório”, afirmou Guedes, em participação no evento Itaú Macro Vision 2021.
Sobre o IR, Guedes se refere à taxação da distribuição de
lucros e dividendos, incluída na segunda fase Reforma Tributária concebida pelo
Ministério da Economia, que não avançou no Senado.
“Houve a questão da sensibilidade social, que é aquele
negócio 'vamos dar então 400 [reais]', já que não é permanente, dá um pouco
mais. Passamos seis, sete meses falando que as pessoas estavam comendo ossos,
que era uma fome generalizada, que as pessoas estavam desamparadas, a pressão
política foi imensa em cima da economia”, acrescentou.
O ministro disse que não foi sua a ideia de ampliação do
teto de gastos para garantir os recursos para o Auxílio Brasil. “A economia
queria fazer R$ 300 dentro do orçamento, tudo certinho. A [ala] política
pressionando R$ 600. O presidente cortou ali e falou R$ 400. Nem os R$ 600, nem
os R$ 300, vamos criar um programa transitório. Eu alertei à época dizendo o
seguinte 'isso vai ser fora do teto'”, disse.
Fonte de recursos
A garantia da fonte de recursos para o programa passa ainda
pela proposta de emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios, que permitiria o
parcelamento de precatórios e alteraria o cálculo do teto de gastos, liberando
R$ 91,5 bilhões para o Orçamento do próximo ano. Desse total, cerca de R$ 50
bilhões seriam usados para bancar a elevação do benefício para R$ 400.
A PEC foi aprovada na Câmara dos Deputados, na noite de
terça-feira (9) em segundo turno. O texto segue para análise do Senado, onde
também precisa ser aprovado em dois turnos, com, pelo menos, dois terços de
votos favoráveis.
“O senador [Rodrigo] Pacheco se comprometeu, porque a PEC
dos Precatórios, 80% dela foi feita na casa dele. Nós nos sentamos lá, o
[Arthur] Lira, ele, eu, nos sentamos e conversamos sobre isso e desenhamos a
estrutura. Então ele se comprometeu conosco de botar em votação.”
O ministro disse que agora é preciso achar uma fonte
permanente para o programa. “Eu faria uma reforma administrativa agora na
Câmara, tentaria aprovar os precatórios no Senado esse ano ainda. O ano que vem
temos [privatização dos] Correios, temos [privatização da] Eletrobras, isso aí
não tem problema nenhum fazer em janeiro, fevereiro, março, o que você tem que
aprovar agora são os programas sociais, porque tem que entrar rodando esse ano,
não pode criar em ano eleitoral”, disse.
Segundo Guedes, a reforma administrativa e a aprovação da PEC dos Precatórios manteriam “os fundamentos fiscais sólidos”.
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