A resposta do Executivo de que “não tem cabimento” a
sugestão de parlamentar para incluir na Secretaria de Desenvolvimento Social
(SDS) uma estrutura dedicada ao público LGBTQIA+ gerou protestos na sessão de
quarta-feira (23) da Assembleia Legislativa.
“A SDS tem secretaria do idoso, da igualdade racial,
imigrantes, indígenas, mulheres, crianças e adolescentes, mas não temos uma
linha que discuta a política LGBTQIA+, que também está coadunada ao que se
chama direitos humanos. A resposta que recebemos foi de que a pauta não tinha
cabimento. Não podemos esconder debaixo do tapete, as pessoas estão aí à nossa
esquerda e à direita”, argumentou Paulinha (sem partido).
A deputada, insatisfeita, avisou que vai reiterar o pedido
ao governador.
“Fizemos uma pesquisa, somente três estados da federação não
têm organismo dentro da estrutura de direitos humanos que trate do público
LGBTQIA+: Mato Grosso, Roraima e Santa Catarina. Que o estado abandone esta
lista tríplice dos estados que não discutem política LGBTQIA+”, augurou
Paulinha.
Celso Zuchi (PT) apoiou a colega.
“Quero parabenizar a Paulinha pela fala”, afirmou Zuchi, que
contou na tribuna uma fala de deputado federal sobre escolhas sexuais. ‘Para o
moleque que se mostra diferente, uma boa surra de guasca vai mudar’. Uma pena
isso em pleno século XXI”, avaliou o ex-prefeito de Gaspar.
Vacinas efetivas, sim
Zuchi lembrou o debate e a votação da sessão de terça-feira sobre a pertinência
de um parecer da CCJ contrário a projeto de lei proibindo a obrigatoriedade da
vacinação contra a covid-19 em Santa Catarina e que terminou empatada em 15 a
15, com o voto de desempate do presidente favorável à decisão da CCJ.
Zuchi citou o caso de Gaspar para exemplificar a eficácia da
vacina. Segundo o parlamentar, atualmente a UTI do hospital Perpétuo Socorro
tem dez leitos. Já teve 20 no auge da pandemia, na época todos ocupados.
“Hoje temos seis leitos ocupados, já teve apenas um, isso é
sinal de que a vacina funciona, apesar do negacionismo”, ironizou Zuchi.
Economia de R$ 100 mi
Kennedy Nunes (PTB) destacou frase dita pelo governador Carlos Moisés em
Criciúma de que somente na Secretaria de Administração Prisional a revisão de
dois contratos gerou uma economia de R$ 100 mi.
“Ele olha para o secretário dele, que foi do antigo governo,
que foi adjunto da deputada Ada, e diz: ‘Lima, só na sua pasta a revisão de
dois contratos acabou em economia de R$ 100 mi’. Quem assinou o contrato? Foi a
deputada Ada?”, questionou Kennedy, que avisou que apresentará requerimento
convocando o secretário Leandro Lima para explicar “o fim da roubalheira na
pasta”.
Máscaras para crianças
Bruno Souza (Novo) ironicamente sugeriu às secretarias de Saúde (SES) e
Educação (SED) para considerar as carteiras das salas de aulas como iguais às
mesas de bares, nas quais adultos se assentam, comem e bebem sem máscaras.
“É insensata a medida que estamos exigindo das crianças “,
avaliou Bruno, anunciando em seguida que apresentou projeto de lei para adequar
as regras da SED e da SES às recomendações da Organização Mundial de Saúde
(OMS), que libera o uso de máscaras em regiões que não têm contágio
generalizado.
Cirurgias eletivas
Marcius Machado (PL) cobrou a realização de um mutirão para mitigar o
sofrimento daqueles que aguardam na fila das cirurgias eletivas.
“A Assembleia aportou alguns milhões de reais para o
governo, que tem recursos, então precisamos que as cirurgias eletivas comecem.
Tenho vários relatos de pessoas que não conseguem andar com problemas de
articulações, pessoas ficando cegas; secretário de Saúde, precisamos de uma
ação rápida”, apelou Marcius.
SC-370
Marcius informou que a licitação para a pavimentação da SC-370, que liga Rio
Rufino a Urubici, não teve interessados.
“A licitação restou deserta, queremos saber se já foi aberta uma nova licitação”, questionou o representante do Planalto Serrano.
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ROMAN RAITER - JUSTIÇA AO OASE