Ministério da Justiça proíbe venda de iPhone sem carregador de bateria
Pela prática, empresa foi multada em R$ 12, 2 milhões
Pela prática, empresa foi multada em R$ 12, 2 milhões
A venda de iPhones sem carregadores de bateria está proibida em todo território nacional. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (6), em processo aberto em dezembro do ano passado pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), ligada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.
A pasta também aplicou
multa à Apple Computer Brasil no valor de R$ 12, 2 milhões e determinou a
cassação do registro na Anatel dos smartphones da marca a partir do
modelo iPhone12.
A Apple foi processada por vender os smartphones, desde
o iPhone 12, sem o carregador de energia para tomada de parede. As acusações
são de venda casada, venda de produto incompleto ou despido de funcionalidade
essencial, recusa da venda de produto completo mediante discriminação contra o
consumidor e transferência de responsabilidade a terceiros.
Na defesa, a Apple alegou que a decisão de não fornecer os carregadores de bateria em conjunto com os smartphones teria sido por preocupação ambiental, para estimular o consumo sustentável. Mas para a Senacon, os argumentos apresentados não foram suficientes, uma vez que a decisão da empresa de vender os aparelhos sem carregador acabou por transferir ao consumidor todo o ônus.
Segundo o órgão, a fabricante poderia tomar outras
medidas para a redução de impacto ambiental, como o uso do conector de cabos e
carregadores tipo USB-C, adotados como padrão pela indústria atualmente.
Segundo a Senacon , mesmo com a aplicação de multas pelos Procons de Santa Catarina, São Paulo (SP), Fortaleza (CE) e Caldas Novas (GO), e de condenações judiciais, a Apple, até hoje, não tomou nenhuma medida para minimizar o dano e segue vendendo aparelhos celulares sem carregadores.
Também ressalta que outros fabricantes foram processados e que eles têm
apresentado propostas para solução. “Caso persista nas infrações, a Apple
poderá ser considerada reincidente, com a aplicação de novas punições ainda
mais graves”, informou o Ministério da Justiça. A empresa ainda pode recorrer
da decisão.
Procurada pela Agência Brasil, até o fechamento da reportagem, não houve retorno da Apple sobre o assunto.
Cadastre seu email e receba nossos informativos e promoções de nossos parceiros.
ROMAN RAITER - JUSTIÇA AO OASE