Senador Pacheco reúne líderes para viabilizar piso da enfermagem
Projetos criam alternativas na esfera pública e privada para pagamento
Projetos criam alternativas na esfera pública e privada para pagamento
Em reunião com líderes do Senado na manhã desta segunda-feira (19), o presidente da Casa, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) apresentou quatro projetos selecionados para tentar viabilizar o piso da enfermagem.
A medida - que garantiria o pagamento de ao menos R$ 4.750 para
enfermeiros, R$ 3.325 para técnicos de enfermagem e R$ 2.375 para auxiliares de
enfermagem e parteiras - foi aprovada pelo Congresso e sancionada pelo
presidente Jair Bolsonaro, mas foi suspensa pelo Supremo Tribunal Federal (STF)
sob o argumento que os congressistas não apontaram a fonte de recursos para
custear os gastos.
Os senadores estimam que o impacto financeiro do aumento
salarial será de, no máximo, de R$ 16 bilhões para os cofres públicos. Entre os
projetos em análise, o PLP 44/22, de autoria do senador Luiz Carlos Heinze
(PP-RS), é apontado como alternativa mais imediata para tirar a lei do papel. O
projeto autoriza estados e municípios a remanejarem recursos parados em fundos
de saúde. Se aprovado, o projeto liberaria cerca de R$ 7 bilhões aos cofres
públicos.
Vistos como solução no longo prazo, estão sendo estudados o
PL 798/21, que reedita o programa de repatriamento de recursos; o PL 458/21,
que trata da atualização patrimonial, além do PL 1417/21, que prevê auxílio
financeiro emergencial para as santas casas e hospitais filantrópicos.
Para não atrasar muito a solução, propostas mais polêmicas e
sem consenso, como a legalização dos jogos de azar e
minirreformas tributárias não entrarão no debate. Outra preocupação é com
os profissionais que atuam na iniciativa privada. Neste caso, a ideia é
desonerar a folha de pagamento da categoria. A expectativa é de que Pacheco se
encontre ainda hoje com o ministro da Economia, Paulo Guedes, com o ministro
Ciro Nogueira (Casa Civil) e com Célio Faria (Secretaria de Governo) para
discutir as propostas apresentadas. O presidente da Câmara, Arthur Lira
(PP-AL), também deve sentar com o presidente do Senado na tentativa de
destravar o piso. Amanhã, Pacheco também deve se reunir com a presidente do
STF, ministra Rosa Weber, para tratar do assunto.
Ainda durante a reunião, o líder da minoria na Casa, Jean Paul Prates (PT-RN) apresentou uma proposta para que as emendas de relator, as RP 9, sejam utilizadas para custear o piso para os servidores municipais e estaduais da categoria. Na avaliação de Prates, a medida é a solução mais rápida para o impasse.
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ROMAN RAITER - JUSTIÇA AO OASE