BB tem lucro recorde de R$ 22,8 bilhões de janeiro a setembro
Banco elevou para R$ 30,5 bi a R$ 32,5 bi projeção de ganhos em 2022
Banco elevou para R$ 30,5 bi a R$ 32,5 bi projeção de ganhos em 2022
O Banco do Brasil
(BB) bateu recorde de lucro nos nove primeiros meses do ano. De janeiro a
setembro, a instituição financeira teve lucro líquido ajustado de R$ 22,8
bilhões, crescimento de 50,9% em relação ao mesmo período do ano passado.
Em nota, o BB informou que a melhoria dos lucros decorreu do crescimento da
carteira de crédito com uma composição que diminui o risco de inadimplência. O
banco também cita a diversificação das receitas (principalmente de serviços) e
o controle dos gastos.
Apenas no terceiro trimestre, o lucro líquido ajustado alcançou R$ 8,4 bilhões,
resultado 62,7% acima do mesmo trimestre de 2021 e 7,1% acima do trimestre
anterior. O retorno sobre patrimônio líquido (RSPL) chegou a 20,5%, o que,
segundo o BB, representa um índice semelhante ao dos bancos privados.
De acordo com o BB, parte da melhoria decorre do crescimento do crédito com a
manutenção do índice de inadimplência abaixo da média do Sistema Financeiro
Nacional. A carteira de crédito ampliada encerrou setembro em R$ 969,2 bilhões,
19% acima do registrado em setembro de 2021 e 5,4% acima do observado no fim do
segundo trimestre.
Indicador usado para medir a solidez financeira, o Índice de Basileia atingiu
16,72%, dos quais 11,77% de capital principal. Para cada R$ 100 emprestados, a
instituição mantém R$ 16,72 em caixa, dos quais R$ 11,77 correspondem ao
capital principal. Esses níveis são um dos mais altos entre os bancos
brasileiros.
Segmentos
Na distribuição por
segmentos de crédito, a carteira pessoa física ampliada cresceu 10,9% em
relação a setembro do ano passado e 2,7% em relação a junho deste ano. Os
destaques foram o crédito consignado (+2,4% no trimestre e +8,3% em 12 meses),
empréstimo pessoal (+3,9% no trimestre e +22,6% em 12 meses) e cartão de
crédito (+3,4% no trimestre e +31,5% em 12 meses).
Quanto ao crédito para empresas, a carteira pessoa jurídica ampliada
expandiu-se 20,2% em 12 meses e 5,3% no trimestre. Os melhores desempenhos
foram registrados em capital de giro (+5,6% no trimestre e +8,3% em 12 meses),
títulos e valores mobiliários privados e garantias (+3,7% no trimestre e +53,3%
em 12 meses) e adiantamento de crédito de câmbio e crédito para exportação
(+18,5% no trimestre e +36,6% em 12 meses). O Pronampe, linha de crédito para
micro e pequenas empresas, soma mais de R$ 10 bilhões em 2022.
O crédito para o agronegócio encerrou setembro com alta de 9,1% no trimestre e
de 26,2% sobre setembro do ano passado. Somente na atual safra 2022/2023, foram
emprestados R$ 63,5 bilhões, alta de 37,8% em relação à safra anterior. Ao
todo, foram 197 mil operações para o agronegócio, dos quais 56,2% para a
agricultura familiar.
Os destaques no crédito para o agronegócio foram operações de custeio (+25,4%
no trimestre e +53,7% em 12 meses), de investimento (+12,2% no trimestre e
+59,3% em 12 meses) e Pronaf (+7,5% no trimestre e +13,5% em 12 meses).
As operações de crédito sustentáveis, que respeitam parâmetros sociais e
ambientais, atingiram R$ 321,2 bilhões no fim do terceiro trimestre, com alta
de 13,9% em 12 meses. O índice de inadimplência, que considera atrasos de mais
de 90 dias, subiu de 2% em junho para 2,3% em setembro, refletindo a alta nos
juros, mas, segundo o BB, está abaixo da média de 2,8% registrada no sistema
financeiro nacional.
Receitas e despesas
As receitas de
prestação de serviços somaram R$ 23,9 bilhões nos nove primeiros meses do ano,
aumento de 11% em 12 meses. No terceiro trimestre, atingiram R$ 8,5 bilhões,
com alta de 8,6%. O crescimento trimestral foi influenciado pelo desempenho
comercial nos segmentos de consórcio (+50,6%) e de seguro, previdência e
capitalização (+20,6%).
As despesas administrativas alcançaram R$ 24,9 bilhões nos nove primeiros meses
do ano, alta 6% na comparação com o mesmo período de 2021. No terceiro
trimestre, somaram R$ 8,4 bilhões, 1,2% acima do trimestre anterior. De acordo
com o BB, o banco conseguiu fazer que os gastos subissem menos que a inflação
no período.
Projeções
O Banco do Brasil
também revisou as projeções para 2022. A estimativa de lucro ajustado saltou de
um intervalo entre R$ 27 bilhões e R$ 30 bilhões para uma faixa entre R$ 30,5
bilhões e R$ 32,5 bilhões. A previsão de crescimento do volume de crédito neste
ano foi elevada, passando de 12% a 16% para uma faixa entre 15% e 17%.
O crescimento das receitas com serviços, que estava entre 6% e 9%, foi elevado
para 9% a 11%. A previsão para as despesas administrativas foi mantida, com
alta de 4% a 8% neste ano.
Cadastre seu email e receba nossos informativos e promoções de nossos parceiros.
Câmara de Timbó realiza na próxima semana Sessão Solene que abre oficialmente as ativi...
Timbó se consagra Campeão do 39º Torneio de Verão de Indaial
Prefeitura de Timbó firma acordo que garante ganho real e avanços para servidores munici...
Prefeito Flávio Buzzi anuncia mudanças no secretariado de Timbó
ROMAN RAITER - JUSTIÇA AO OASE