STF faz audiência pública para debater população em situação de rua
Debate é motivado por ação que tramita na Corte
Debate é motivado por ação que tramita na Corte
O Supremo Tribunal
Federal (STF) realizou nesta segunda-feira (21) uma audiência pública para
debater a situação da população de rua no Brasil. O debate é motivado por uma
ação sobre o assunto que tramita na Corte.
Durante o primeiro
dia de audiência, representantes de órgãos públicos, movimentos sociais e
entidades da sociedade civil defenderam a adoção de medidas para mitigar as
condições degradantes das pessoas que vivem nas ruas, como falta de abrigo e
alimentação, atendimento médico e exposição à violência.
As entidades também
contestaram apreensões de bens pessoais e documentos em ações de zeladoria
realizadas pelos municípios.
Roseli Kraemer
Esquillaro, representante do Movimento Nacional de Luta para População em
Situação de Rua, relatou o atual cenário dessas pessoas e defendeu medidas em
prol do trabalho e da educação como portas de saída dessa situação.
"Poucos têm
acolhimento. A maior parte está na rua, em baixa e altas temperaturas. A gente
está na rua 24 horas por dia. Quem está na rua é vagabundo? Não. Viver na rua é
caro. É caro estar na rua e ter que se alimentar, precisar de água, banheiro e
banho. Se não são as pessoas que ajudam a gente desde o início desta pandemia,
com banho, documentos, com tudo, mais gente estaria morta na rua", disse.
O representante do
Movimento Estadual da População em Situação de Rua de São Paulo, Robson César
Correia de Mendonça, disse que o poder público é o maior violador dos direitos
da população de rua. Segundo ele, as pessoas necessitam de atendimento de todas
as secretarias estaduais, e não somente de auxílio do serviço social.
"A
Constituição garante que a população em situação de rua tem direito a saúde,
moradia e trabalho. A população é tratada como extraterrestre. Quando se pensa
em questão habitacional, se pensa para quem ganha um salário mínimo. Quando
busca o setor de saúde é precário, assistência social está deteriorada e
albergues são verdadeiros lixos. A população quando chega lá é humilhada",
afirmou.
A defensora pública
Fernanda Penteado Balera, representante da Associação Nacional das Defensoras e
Defensores Públicos (Anadep), disse que há uma "crise humanitária"
envolvendo a população de rua no Brasil. Ela também condenou a retirada de
pertences pessoais, como cobertores, mochilas e documentos, durante operações
de zeladoria.
"Esse grupo de
pessoas é caracterizado por extrema pobreza e, por não ter moradia, é
extremamente diverso, tem mulheres, crianças e idosos. É a periferia urbana que
se organiza nos centros e faz da rua o seu local de sobrevivência. Muitas vezes
trabalhando, catando material reciclável, fazendo trabalhos informais, olhando
carros", afirmou.
Ação no STF
Na ação protocolada
em maio deste ano no STF, o Psol, a Rede e o Movimento dos Trabalhadores Sem
Teto (MTST) pediram que a Corte reconheça o estado de coisas inconstitucional
da conjuntura das pessoas em situação de rua. Não há prazo para decisão do
relator do processo, ministro Alexandre de Moraes.
O reconhecimento é
uma medida que visa declarar que o Poder Público não está cumprindo seus
deveres para proteger quem está em situação de vulnerabilidade, como direito à
moradia, saúde e dignidade.
Segundo as
legendas, dados do Instituto de Economia Aplicada (Ipea) mostram aumento de
140% no número de pessoas em situação de rua entre 2012 e março de 2020,
passando de 92,5 mil para 221,8 mil, além do agravamento após o início da
pandemia de covid-19.
Entre as medidas
solicitadas ao Supremo, os partidos pedem a destinação emergencial de vagas na
rede hoteleira para pessoas em situação de rua, garantindo o ressarcimento dos
custos. Em caso de insuficiência de vagas, devem ser destinados espaços em
escolas, estádios ou barracas montadas pela defesa civil.
Além disso, segundo
os partidos, devem ser definidos limites para as ações de zeladoria urbana, como
proibição de operações em dias chuvosos e frios, permitindo ainda que as
pessoas possam recolher documentos e bens pessoais.
Os partidos pedem ainda que cidades e estados sigam a Política Nacional para a População em Situação de Rua, definida pelo Decreto 7.053/2009.
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