Gasto de até R$ 136 bi não gera expansão fiscal, diz ex-ministro
Nelson Barbosa, da equipe de transição, cita proporção gasto/PIB
Nelson Barbosa, da equipe de transição, cita proporção gasto/PIB
O ex-ministro da
Fazenda e do Planejamento, Nelson Barbosa, integrante da equipe de transição de
governo, afirmou nesta segunda-feira (21), em Brasília, que um gasto adicional
de R$ 136 bilhões além do teto não geraria uma expansão fiscal do governo.
"O orçamento
que foi mandado para 2023 tem um gasto, em proporção do PIB [Produto Interno
Bruto], inferior ao de 2022. Esse ano, o governo Bolsonaro vai gastar, segundo
o último relatório bimestral, 18,9% do PIB", disse Barbosa, em conversa
com jornalistas no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília, onde
trabalha a equipe de transição.
"Para o ano
que vem, o governo propôs um gasto de 17,6% do PIB, significativamente inferior
ao desse ano. Significa que se você adicionar até R$ 136 bilhões no orçamento,
em termos do tamanho da economia, não será expansão fiscal", assegurou.
Teto de gastos
Na semana passada,
a equipe de transição apresentou ao Congresso Nacional uma proposta de emenda
constitucional para excluir da regra do teto de gastos o pagamento do programa
Bolsa Família, de forma permanente. Os gastos são estimados em R$ 175 bilhões e
viabilizariam a manutenção do valor mínimo de R$ 600 para o programa,
atualmente chamado Auxílio Brasil, além de instituir um valor adicional de R$
150 por criança menor de seis anos de cada beneficiário. A medida é um dos
compromissos de campanha do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva
(PT).
Outro integrante da
equipe de transição, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) disse que a
sugestão de PEC está sendo finalizada pelo senador Marcelo Castro (MDB-PI),
relator do orçamento no Congresso Nacional. São necessárias ao menos 27
assinaturas de senadores para o texto ser analisado pelo Senado.
"O que nós precisamos numa PEC de transição é ter uma margem fiscal para dar conta, por exemplo, de uma necessidade básica e elementar dos brasileiros, que é um programa social de distribuição de renda", afirmou a jornalistas no CCBB.
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