Mercado financeiro eleva projeção da inflação de 5,88% para 5,91%
Previsão para o PIB também variou para 2,81% em 2022
Previsão para o PIB também variou para 2,81% em 2022
A previsão do
mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA),
considerada a inflação oficial do país, subiu de 5,88% para 5,91% para este
ano. A estimativa consta do Boletim Focus de hoje (28), pesquisa
divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de
instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.
Para 2023, a
projeção da inflação ficou em 5,02%. Para 2024 e 2025, as previsões são de
inflação em 3,5% e 3%, respectivamente.
A previsão para
2022 está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC.
Definida pelo Conselho Monetário Nacional, a meta é de 3,5% para este ano, com
intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou
seja, o limite inferior é de 2% e o superior de 5%.
Da mesma forma, a
projeção do mercado para a inflação de 2023 também está acima do teto previsto.
Para 2023 e 2024, as metas fixadas são de 3,25% e 3%, respectivamente, também
com os intervalos de tolerância de 1,5 ponto percentual. Ou seja, para 2023 os
limites são 1,75% e 4,75%.
Em outubro, a
inflação subiu 0,59%, após três meses de deflação. Com o resultado, o IPCA
acumula alta de 4,7% no ano e 6,47% em 12 meses, segundo o Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística (IBGE). Para novembro, o Índice de Preços ao
Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), que é a prévia da inflação, também teve aumento
de 1,17% [https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2021-11/ipca-15-previa-da-inflacao-sobe-117-em-novembro].
Taxa de juros
Para alcançar a
meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica
de juros, a Selic, definida em 13,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária
(Copom). A taxa está no maior nível desde janeiro de 2017, quando também estava
nesse patamar.
Para o mercado
financeiro, a expectativa é de que a Selic encerre o ano nos mesmos 13,75%.
Para o fim de 2023, a estimativa é de que a taxa básica caia para 11,5% ao ano.
Já para 2024 e 2025, a previsão é de Selic em 8,25% ao ano e 8% ao ano, respectivamente.
Quando o Copom
aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e
isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e
estimulam a poupança. Desse modo, taxas mais altas também podem dificultar a
expansão da economia. Além da Selic, os bancos consideram outros fatores na
hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de
inadimplência, lucro e despesas administrativas.
Quando o Copom
diminui a Selic, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com
incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e
estimulando a atividade econômica.
PIB e câmbio
A projeção das
instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira neste ano
também variou, de 2,8% para 2,81%. Para 2023, a expectativa para o Produto
Interno Bruto (PIB) - a soma de todos os bens e serviços produzidos no país - é
de crescimento de 0,7%. Para 2024 e 2025, o mercado financeiro projeta expansão
do PIB em 1,7% e 2%, respectivamente.
A expectativa para a cotação do dólar está em R$ 5,27 para o final deste ano. Para o fim de 2023, a previsão é de que a moeda americana fique em R$ 5,25.
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