Brasil tem dívida de R$ 5 bi com órgãos internacionais, diz transição
Defasagem em governo digital chega a R$ 60 milhões
Defasagem em governo digital chega a R$ 60 milhões
O governo brasileiro deve R$ 5 bilhões a organismos
internacionais, como a Organização das Nações Unidas (ONU), Organização Mundial
do Comércio (OMC) e Organização Internacional do Trabalho (OIT). A informação
foi dada nesta terça-feira (6) pelo ex-senador Aloizio Mercadante (PT),
coordenador do Gabinete de Transição.
Segundo Mercadante, não há espaço no Orçamento de 2023 para
pagar todas as dívidas. O futuro governo definirá prioridades, organizará um
fluxo de parcelas e diminuirá aos poucos o estoque dos débitos. Terão
preferência o pagamento a organismos dos quais o Brasil pode perder direito a
voto e ser excluído por inadimplência. “O Brasil será excluído de vários
fóruns. É uma dívida pesada, que também não tem previsão orçamentária pro ano
que vem”, disse.
Integrante do grupo de trabalho de Planejamento e Orçamento
da equipe de transição, a economista e ex-secretária de Orçamento Federal Esther
Dweck disse que uma das situações mais urgentes diz respeito à OMC, onde o
Brasil está para perder o direito a voto caso não quite as dívidas.
“Vamos ver aqueles que estão na iminência de [o Brasil] perder [o direito a
voto] e, depois, como pagar esse passivo que não vai ser possível no primeiro
ano. Olhar onde é mais urgente, coisas que são pequenas, mas simbólicas, meio
ambiente, e agricultura. Resolver o que está mais urgente”, afirmou Esther
Dweck. Ela ressaltou que o passivo tem se acumulado ao longo dos últimos anos,
mas nem tudo no atual governo.
Também integrante do grupo de Planejamento e Orçamento, o economista Antonio
Corrêa de Lacerda afirmou que as dívidas e o risco de exclusão do Brasil
representam um obstáculo aos planos do governo eleito de recuperar o
reconhecimento do Brasil no cenário internacional.
“Isso vai na contramão de um projeto de inserção internacional, porque o básico
que você tem que fazer é cumprir esses compromissos junto a esses órgãos
internacionais. A participação do Brasil nesses órgãos internacionais é muito
importante para essa nova visão de Estado, visão do planejamento e do próprio
desenvolvimento nacional”, declarou.
No caso da ONU, se um país dever dois ou mais anos de contribuições regulares,
pode perder o direito ao voto. Para evitar essa situação, o Brasil tem pagado
algumas parcelas, como no fim de 2020, quando o governo fez um crédito
suplementar (remanejamento) de R$ 3,3 bilhões para pagar obrigações com a
ONU e a Organização dos Estados Americanos (OEA).
Governo digital
Segundo o grupo de Planejamento e Orçamento da equipe de
transição, o país também enfrenta problemas para manter em funcionamento o
governo digital, serviços públicos prestados pela internet. Esther Dweck
estimou em R$ 60 milhões a insuficiência de recursos no Orçamento de 2023 para
tecnologia da informação, essencial para o setor.
“Em algumas áreas, uma delas o governo digital, o orçamento não acompanhou. O
[Portal] Gov.br tem uma série de serviços prestados à população, mas o
orçamento não acompanhou a demanda crescente”, declarou.
Segundo Mercadante, o governo digital é uma forma de aumentar eficiência,
melhorar a qualidade do serviço para sociedade. Ele informou que está em estudo
a possibilidade de ceder algumas funções do antigo Ministério do Planejamento,
como o governo digital, para o Ministério do Desenvolvimento, pasta que será
recriada no novo governo, para estimular a inovação no serviço público.
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