Senado aprova PEC da Transição
A matéria vai à Câmara dos Deputados
A matéria vai à Câmara dos Deputados
O Senado aprovou na noite de ontem (7), em dois turnos, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) chamada de PEC da Transição. Em primeiro turno, o placar foi 64 votos a 16 e, no segundo turno, 64 votos a 13.
A matéria vai a Câmara dos Deputados. A proposta
visa garantir recursos para programas sociais no Orçamento da União de 2023,
como a continuidade do pagamento do Auxílio Brasil de R$ 600 e o aumento real
do salário mínimo a partir de janeiro.
A PEC traz uma espécie de expansão do teto de gastos, criado
em 2016 no governo Michel Temer. A proposta, de interesse do presidente eleito
Lula, é expandir esse teto em R$ 145 bilhões para, com esse dinheiro,
viabilizar o pagamento do Auxílio Brasil, que voltará a se chamar Bolsa Família
em 2023. O teto de gastos foi criado para limitar as despesas do governo,
reduzir o gasto público e evitar que esse gasto fosse maior que a arrecadação
no ano.
A previsão da PEC é pagar o valor de R$ 600 mensais, mais R$
150 por criança de até 6 anos a partir de janeiro de 2023. Além disso, a PEC também
prevê um valor “extra-teto” para pagamento do auxílio, cifras extras para
despesas com programas socioambientais e de combate às mudanças climáticas. O
texto foi alinhado ontem (6) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ),
quando foi aprovado e de onde seguiu para o plenário da Casa.
Um ponto alvo de debates no plenário foi o prazo de duração
da expansão dos gastos. O futuro governo quer dois anos, e assim ficou no
relatório do senador Alexandre Silveira (PSD-MG). Outros senadores, ligados ao
atual governo ou considerados independentes, pediam um prazo menor, de um ano.
O texto seguiu com os dois anos propostos pelo relator.
No seu parecer apresentado em plenário, Silveira incluiu
todas as Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICTs), e não
apenas a Fundação Oswaldo Cruz, como estava no relatório aprovado ontem na CCJ.
O trecho da proposta prevê que não está incluído no limite do teto de gastos as
despesas custeadas com receita própria, doações ou convênios de instituições
federais de ensino e ICTs.
O relatório também prevê o alongamento do prazo para os
municípios continuarem usando, no ano que vem, os recursos já recebidos do
Fundo Nacional de Saúde e pelo Fundo Nacional de Assistência Social diretamente
aos fundos de saúde para combate à pandemia de covid-19.
Assim como firmado na CCJ, a PEC prevê que o presidente da República deverá encaminhar ao Congresso Nacional, até 31 de agosto de 2023, uma nova proposta de regime fiscal, chamado de “âncora fiscal”, que, na prática, substituirá o teto de gastos e, segundo a PEC, garantiria a estabilidade econômica do país.
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