PEC da Transição ainda precisa ser negociada na Câmara, diz relator
Matéria precisa ser aprovada por 308 parlamentares, em dois turnos
Matéria precisa ser aprovada por 308 parlamentares, em dois turnos
O relator da PEC da
Transição, deputado Elmar Nascimento (União-BA), afirmou nesta terça-feira (13)
que ainda há trechos do texto a serem negociados com líderes partidários. A
medida permitirá que o governo eleito tenha um espaço fiscal no teto de gastos
de cerca de R$ 145 bilhões no Orçamento de 2023 e mais R$ 23 bilhões de
investimentos fora do teto.
A previsão do
parlamentar é de que o texto seja votado entre esta quinta-feira (15) e terça-feira
(20) da próxima semana. De acordo com Nascimento, a partir de hoje deputados
devem fazer reuniões com bancadas para ajustar os principais pontos da
proposta. Nascimento destacou que poderá incorporar ao texto destaques que
tenham chance de ser aprovados durante a votação em plenário.
“Vou tomar por base
o texto do Senado e traduzir a vontade da maioria dos deputados desta Casa. Se
quiserem aprovar o texto do Senado, eu não tenho opinião pessoal, mas vai
prevalecer a opinião da maioria dos deputados”, disse.
Elmar Nascimento
destacou que deve haver facilidade em aprovar o espaço fiscal para o pagamento
dos benefícios sociais. O texto aprovado no Senado na quarta-feira (7)
estabelece a previsão de pagar o valor de R$ 600 mensais, mais R$ 150 por
criança de até 6 anos a partir de janeiro de 2023.
Além disso, a PEC
também prevê um valor “extra-teto” para pagamento do auxílio, cifras extras
para despesas com programas socioambientais e de combate às mudanças
climáticas.
“Aqueles R$ 200 de
complemento do Bolsa Família, o aumento do salário mínimo, os R$ 150 de
adicional para crianças, acredito que nenhum deputado de oposição ou de governo
vai votar contra. Agora, a partir daí, o que é que vai prevalecer do texto do
Senado é que a gente precisa apurar entre os deputados”, disse.
Tramitação
Por se tratar de
emenda à Constituição, a matéria precisa ser aprovada por 308 parlamentares, em
dois turnos de votação. Caso haja alteração ao texto já aprovado no Senado, a
matéria precisará retornar para análise dos senadores.
No entanto, a
preocupação do futuro governo é com o prazo dessa análise, já que o recesso
parlamentar começa na próxima semana, no dia 23 de dezembro, desde que o
Orçamento da União para 2023 seja aprovado. Na prática, caso isso não aconteça
nesse prazo, os parlamentares ficam em “recesso branco”, uma espécie de recesso
informal.
Para facilitar a
tramitação e o quórum elevado, Nascimento afirmou que a votação será realizada
de forma híbrida – com a possibilidade de voto remoto.
“Vai facilitar o
processo de voto híbrido, de poder votar pelo celular, porque mesmo estando em
deslocamento, o deputado vai poder votar”, afirmou.
Impasse
A votação da PEC
está travada na Câmara por causa de um impasse sobre o julgamento da
constitucionalidade das emendas de relator, o chamado “orçamento secreto”. Um
grupo de deputados não quer a análise das ações sobre o assunto no Supremo
Tribunal Federal e condiciona a apreciação da PEC a isso.
Na avaliação
do relator do Orçamento do ano que vem, senador Marcelo Castro (MDB-PI),
se os deputados não votarem a PEC da Transição ainda neste ano, o país viverá
um “caos do ponto de vista orçamentário”.
Nesse cenário, o país “pararia já no primeiro mês do governo Lula”, afirmou o senador.
Cadastre seu email e receba nossos informativos e promoções de nossos parceiros.
Câmara de Timbó realiza na próxima semana Sessão Solene que abre oficialmente as ativi...
Timbó se consagra Campeão do 39º Torneio de Verão de Indaial
Prefeitura de Timbó firma acordo que garante ganho real e avanços para servidores munici...
Prefeito Flávio Buzzi anuncia mudanças no secretariado de Timbó
ROMAN RAITER - JUSTIÇA AO OASE