Em um dia, governo recebe 50 mil denúncias sobre atos
E-mail foi criado pelo Ministério da Justiça na segunda-feira
E-mail foi criado pelo Ministério da Justiça na segunda-feira
O canal de denúncias criado pelo Ministério da Justiça e
Segurança Pública (MJSP) sobre informações referentes aos atos do dia 8 de
janeiro recebeu mais de 50 mil mensagens com links de páginas de
redes sociais, vídeos e outras informações.
Ao anunciar o e-mail denuncia@mj.gov.br, na
segunda-feira (9), o ministro da Justiça Flávio Dino disse que a ferramenta
serve para que a sociedade colabore com a identificação dos envolvidos.
“Esse e-mail visa a que a sociedade colabore. Há uma equipe
fazendo a triagem para que a responsabilidade penal vá além daqueles que
estiveram presencialmente aqui na Esplanada, ou seja, nós queremos chegar até
aos financiadores, aos organizadores”, disse.
Segundo o ministério, os dados dos denunciantes e as informações
repassadas serão mantidas sob sigilo. Também não haverá a divulgação do
quantitativo de mensagens enviadas por estado. As denúncias são analisadas pela
Secretaria Nacional de Acesso à Justiça.
As informações recebidas serão repassadas às autoridades
competentes, como a Polícia Federal, responsável por iniciar a investigação, e,
segundo o ministério, os participantes responderão criminalmente.
Geolocalização
Além do ministério, a Advocacia-Geral da União (AGU) também
trabalha para identificar os participantes dos atos. Na terça-feira (10), a AGU
pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que garanta o armazenamento de
dados de geolocalização das pessoas que estiveram nas imediações da Praça
dos Três Poderes, em Brasília.
Os dados devem ser armazenados por 90 dias pelas
operadoras de telefonia celular, com informações extraídas dos sistemas de
geolocalização dos celulares e também das triangulações de rádio das antenas
próximas.
No caso das redes sociais e aplicativos de mensagens, devem
ser preservados os endereços de IP que identificam os acessos às plataformas,
com local e hora. São mencionadas na petição Facebook, Instagram, Telegram,
Whatsapp, Youtube, Google e Tik Tok, entre outras.
Segundo o pedido, devem ser coletados e guardados separadamente os dados referentes ao período entre as 13h e as 21h, especificou a AGU. As informações não devem ser encaminhadas ao órgão, mas somente armazenadas para eventual acesso por ordem judicial.
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