Cremerj entra na Justiça para impedir recontratação de médicos cubanos
Segundo entidade, objetivo é evitar retorno de profissionais sem CRM
Segundo entidade, objetivo é evitar retorno de profissionais sem CRM
O Conselho Regional
de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj) ingressou com uma ação civil
pública para impedir a recontratação de médicos formados no exterior, sem
revalidação do diploma, para atuar no programa Mais Médicos. O objetivo é
evitar, em caráter liminar, o retorno de profissionais sem o registro no CRM
para participar de um novo processo de chamamento para atuarem no estado do Rio
de Janeiro.
O Cremerj tomou a
iniciativa após uma decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1)
que autorizou o governo federal a recontratar médicos cubanos que
integravam o programa. Para o Cremerj a decisão é arbitrária, desafia a lei,
compromete a separação de Poderes e coloca em risco a saúde pública da
população.
Na petição, o
conselho explica que, sem o CRM, não pode aplicar sanções em caso de infração
ao Código de Ética Médica nem fiscalizar o exercício da prática médica no
estado. Ambas as situações expõem diretamente à população e podem acarretar
prejuízos na qualidade da assistência dos pacientes.
No texto, a
autarquia afirma que “é notório que a recontratação dos profissionais por
apenas mais um ano não é medida hábil a sanar o déficit de profissionais nas
regiões mais desfavorecidas do país”. Outro trecho do documento aponta que “a
medida só mascara um problema existente, deixando a população desamparada
quanto a eventuais falhas técnicas e de conduta praticada por esses
profissionais, que, por não obterem registro à luz da legislação pátria, não
são médicos”.
A revalidação do
diploma de medicina no Brasil é feita por meio do Revalida, exame de
responsabilidade do Ministério da Educação. Todos os profissionais, inclusive
brasileiros, formados em medicina por faculdades estrangeiras devem passar pela
revalidação do diploma. O Cremerj reconhece a importância desse processo e só
emite CRM para médicos formados no exterior mediante toda a documentação
necessária.
“Não podemos concordar com uma decisão arbitrária, que coloca em risco a saúde da população. Esperamos que o Judiciário entenda a nossa preocupação e estamos à disposição para oferecer todos os esclarecimentos”, disse o presidente do Cremerj, Clovis Munhoz.
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