São Paulo terá medicamento à base de cannabis no SUS
Remédios só eram fornecidos pelo governo de SP via decisão judicial
Remédios só eram fornecidos pelo governo de SP via decisão judicial
A lei que garante a
inclusão dos medicamentos à base da cannabis no Sistema Único de
Saúde (SUS) em São Paulo foi sancionada nesta terça-feira (31), com vetos
parciais. O projeto foi aprovado em 21 de dezembro na Assembleia Legislativa do
Estado de São Paulo (Alesp) com proposição do deputado Caio França (PSB).
Nas redes sociais,
o parlamentar disse que esta é uma vitória das famílias “de autistas, pessoas
com síndromes raras, Parkinson e outras patologias”. Na segunda-feira (30), o deputado
entregou um abaixo-assinado com 40 mil assinaturas, além de notas de apoio, ao
governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. A nova lei tinha que ser
sancionada ou vetada até esta sexta-feira (3).
Os vetos parciais,
segundo o governo, dizem respeito a trechos em desacordo com a Constituição
Federal de 1988. O texto será remetido à Alesp para apreciação.
O governo estadual
informou que um grupo de trabalho será criado para regulamentar a nova lei. “Os
profissionais serão responsáveis pela implementação, atualização e reavaliação
da Política Estadual de Medicamentos Formulados à Base de Cannabis”, apontou em
nota.
A medida “minimiza
os impactos financeiros da judicialização e, sobretudo, garante a segurança dos
pacientes, considerando protocolos terapêuticos eficazes e aprovados pelas
autoridades de Saúde”.
A importação de produtos medicinais feitos a partir da cannabis foi liberada em 2015 pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Os medicamentos só eram fornecidos pelo governo do estado mediante decisão judicial.
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