Congresso abre Ano Legislativo com discursos em defesa da democracia
Pacheco destacou a necessidade de pacificação da sociedade
Pacheco destacou a necessidade de pacificação da sociedade
O Congresso
Nacional iniciou formalmente os trabalhos legislativos nesta quinta-feira
(2), em cerimônia realizada no plenário da Câmara dos Deputados. A defesa da
democracia e o combate ao extremismo deram o tom dos discursos de
abertura. A solenidade foi aberta com a leitura da mensagem do presidente
da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que prometeu diálogo com o Congresso e
a busca de consensos para a reconstrução do país.
O presidente
destacou as demonstrações de “compromisso com o povo brasileiro” com a
aprovação da PEC da Transição para viabilizar a execução do Orçamento deste
ano, e com isso, o pagamento do Bolsa Família de R$ 600; e a rápida reação ao
ato golpista de 8 de janeiro, inclusive com a aprovação da intervenção na
segurança do Distrito Federal.
“Reitero minha
convicção de que o povo brasileiro rejeita a violência. Ele quer paz para
estudar e o direito de sonhar um futuro melhor para si e para os que virão. É
urgente enfrentar a fome e as desigualdades, olhando para todos, mas principalmente
para os mais pobres, senão jamais conquistaremos verdadeiramente a real
democracia”, afirmou Lula.
A mensagem foi lida
pelo 1º secretário da Mesa Diretora do Congresso, deputado Luciano Bivar
(União-PE). O texto faz parte de um documento de 180 páginas, que descreve as
prioridades em cada área do governo. Entre os principais pontos de atuação no
Legislativo, o governo tem como prioridade a votação das medidas provisórias de
reestruturação dos ministérios (MP 1154/23) e a do complemento do Bolsa Família
(MP 1155/23).
O presidente também
destacou a revisão das regras do teto de gastos e a reforma tributária “para
redistribuir a carga de impostos de maneira mais justa”. Na área de educação,
disse que vai apresentar, ainda este ano, propostas para aumento de creches e
de escolas em tempo integral, revisão dos orçamentos e ampliação de vagas dos
institutos federais de ensino, com destaque para o sistema de cotas.
Em relação à saúde,
Lula destacou o Farmácia Popular, a ampliação de oferta de atenção
especializada, com diminuição de filas para exames e procedimentos e também a
retomada das campanhas de vacinação.
O presidente do
Congresso, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirmou que a saúde pública, o
crescimento econômico e o desenvolvimento social deverão ser a prioridade do
Parlamento. O congressista defendeu o fortalecimento do Sistema Único de Saúde
(SUS) e do Programa Nacional de Imunização (PNI), além da universalização do
saneamento.
Na pauta econômica,
Pacheco afirmou que é necessário o retorno do crescimento e a geração de
empregos. O parlamentar também afirmou que o país deve considerar o
desenvolvimento sustentável aliado à responsabilidade fiscal. “O Congresso
Nacional não medirá esforços para avançarmos na agenda do desenvolvimento”,
disse. Segundo o presidente do Congresso, as pautas devem levar em
consideração o desenvolvimento sustentável aliado à responsabilidade fiscal.
Pacheco destacou
ainda a necessidade de pacificação da sociedade a partir da atuação harmônica
das instituições. Ele lembrou os ataques de 8 de janeiro às sedes dos
Três Poderes e afirmou que as autoridades devem dirigir a sociedade para o
caminho do respeito às divergências.
“Neste momento,
assumo meu comprometimento com o pacto democrático com as instituições, com o
diálogo, com a cooperação. O Senado Federal e a Câmara dos Deputados não se
omitirão em nenhum momento perante as ameaças ao processo democrático, às
eleições livres e direta e à integridade e à confiabilidade das urnas
eletrônicas”, disse.
O presidente da
Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), também defendeu que o maior desafio
desta legislatura é contribuir para pacificação nacional. Lira lembrou os atos
de vandalismo no dia 8 de janeiro e afirmou que as agressões à
democracia não se repetirão.
“As agressões covardes
à democracia explicitaram o fato de que o Poder Legislativo não se confunde com
o prédio onde ele funciona. O Parlamento são os senhores e as senhoras
reunidos, escolhidos pela vontade do povo brasileiro consagrada nas urnas, povo
a quem devemos honrar e servir com o melhor do nosso empenho e dedicação”,
afirmou Lira em discurso.
Para Lira, entre as prioridades da Câmara estarão a reforma tributária e a aprovação de um novo paradigma fiscal. “Não tenho dúvidas de que a simplificação do nosso sistema tributário terá efeitos positivos na arrecadação e na justiça social. O Brasil há muito clama por uma solução definitiva para esse desafio”, destacou.
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