CNJ abre investigação e afasta juíza que atacou Judiciário
Na comarca da juíza há quase 1.300 processos paralisados
Na comarca da juíza há quase 1.300 processos paralisados
A juíza Ludmila
Lins Grilo, da Vara da Infância e Juventude da Comarca de Unaí, em Minas
Gerais, foi afastada por unanimidade pelo Conselho Nacional de
Justiça. (CNJ). O órgão abriu duas investigações contra a magistrada. Em
um caso, pela recusa dela em voltar ao trabalho presencial mesmo sem
autorização. Em outra por ter feito postagens em redes sociais com ataque ao
Judiciário que, segundo o CNJ, ferem a Lei da Magistratura.
Nesses processos,
um conselheiro do CNJ deverá ouvir as vítimas, o investigado e as testemunhas e
depois submeterá o seu voto ao plenário da Casa.
O corregedor
nacional de justiça, ministro Luis Felipe Salomão, votou pela instalação de um
processo administrativo e pelo afastamento cautelar da juíza. “O
relatório apontou irregularidades na unidade em processos físicos paralisados
em cartório, outros tantos fora do prazo aguardando sentença. Desorganização do
cartório, falta de gestão da magistrada, problemas decorrentes da ausência
física dela no fórum, consequente falta de fiscalização sobre o trabalho dos
servidores. A magistrada insiste na legitimidade de sua ausência física todos
os dias da semana, sem autorização do tribunal", afirmou Salomão. De
acordo com o CNJ, na comarca da juíza há quase 1.300 processos paralisados em
cartórios, outros 1.160 indevidamente parados há mais de cem dias.
Ludmila afirmou que
tem recebido ameaças, por isso não comparece presencialmente ao trabalho, e
ainda acusou o CNJ de querer acabar com a sua reputação. Em sua defesa, durante
a sessão, ela alegou que o Gabinete de Segurança Institucional da Comarca de
Minas Gerais já tinha ciência da situação: “De que essa magistrada se
encontrava em situação de ameaça de morte e já havia parecer do gabinete de
segurança institucional do tribunal de Minas Gerais no sentido de que, abre
aspas, é fundamental que haja uma redução no nível de exposição. São
contraindicadas quaisquer ações que evidenciem localização imediata e posterior
da vítima, fecha aspas”, disse a juíza, ressaltando que era a primeira vez que
vinha a público falar sobre o assunto.
Em relação às postagens feitas pela juíza contra o CNJ, foram juntadas manifestações públicas da magistrada com frases irônicas e montagens de fotos com os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes.
Cadastre seu email e receba nossos informativos e promoções de nossos parceiros.
Timbó é reconhecida com Selo Ouro do Sebrae por excelência no atendimento
Prefeitura de Indaial realiza assinatura da ordem de serviço para pavimentação da Rua C...
Indaial é finalista no Prêmio Sebrae Prefeitura Empreendedora com projeto inovador no tu...
Secretaria de Educação convida comunidade para inauguração das reformas da UEI Centro
Secretaria de Educação convida comunidade para inauguração das reformas da UEI Centro
Prefeitura de Indaial realiza assinatura da ordem de serviço para pavimentação da Rua C...
Timbó é reconhecida com Selo Ouro do Sebrae por excelência no atendimento
Indaial é finalista no Prêmio Sebrae Prefeitura Empreendedora com projeto inovador no tu...
ROMAN RAITER - JUSTIÇA AO OASE