"Acabou o liberou geral de armas de fogo no Brasil", afirma Dino
Cerca de 68,5 mil armas de CACs foram recadastradas
Cerca de 68,5 mil armas de CACs foram recadastradas
O ministro da
Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, disse nesta quinta-feira (16)
acabou o “liberou geral de armas” no país, ao comentar decisão do ministro
Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que reconheceu a constitucionalidade
do decreto presidencial que limita o acesso a armas de fogo e determina o
recadastramento.
Até o momento,
segundo o ministro, cerca de 68,5 mil armas no poder de CACs (caçadores,
colecionadores, atiradores e particulares) e 2,2 mil armas de uso restrito foram
recadastradas. O número equivale a 10% das armas que devem ser recadastradas no
país. O total é estimado entre 700 mil e 800 mil armas.
Na avaliação de
Dino, com a decisão do STF, deve haver um aumento no número de armas
recadastradas. “A nossa expectativa é que esse número cresça nos próximos dias,
uma vez que havia a ilusão de alguns que o decreto do presidente Lula seria
revogado e não há nada disso. O prazo está fluindo e a decisão do Supremo
confirma o caminho que foi decidido pelo presidente da República e vamos levar
adiante esse recadastramento”, disse.
O recadastramento
deve ser feito até o final de março e quem não fizer, poderá sofrer sanções. “A
Polícia Federal fará esse recadastramento até o final de março para as
armas de uso permitido e de uso restrito. Quem não recadastrar, automaticamente
essas armas passarão a ser proibidas e, por isso, estarão sujeitas à apreensão
e os proprietários estarão cometendo crimes”, alertou Dino.
Desde o início da
vigência do decreto, em janeiro, o ministro destacou queda no número de armas
de fogo registradas no país: 3.888 armas em janeiro de 2023, contra 9.719 no
mesmo mês de 2022.
O próximo passo
será a elaboração de uma norma para regular o acesso da população a armas.
Serão realizadas audiências públicas com diferentes segmentos da sociedade, a exemplo
da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), entidades de direitos humanos,
indústria de material bélico e confederações de tiro esportivo, tático e
prático.
“Vamos fazer
audiências públicas, inclusive com os representantes dos armamentistas. Vamos
ouvi-los, estamos abertos a ponderações, mas o liberou geral não voltará ao
Brasil. Acabou o liberou geral de armas de fogo no Brasil”, ressaltou.
Dino adiantou que a regulamentação sobre acesso a armas será revista e há estudo para a criação de um programa de recompra de armas indisponíveis para a população. “Pedimos que as pessoas cumpram a lei, entendam que a lei tem que ser cumprida no Brasil. O recadastramento é que vai permitir que a gente dimensione o programa de recompra”, disse.
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