Pacheco é condecorado no TSE por atuação na defesa da democracia
Presidente do Senado recebeu a medalha da Ordem do Mérito Assis Brasil
Presidente do Senado recebeu a medalha da Ordem do Mérito Assis Brasil
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro
Alexandre de Moraes, condecorou, nesta terça-feira (7), o presidente do Senado,
Rodrigo Pacheco (PSD-MG), com a medalha da Ordem do Mérito Assis Brasil. A
condecoração foi concedida a Pacheco pela "defesa da democracia" nos
últimos tempos. A medalha é a maior honraria concedida pela Justiça Eleitoral.
Moraes disse que o presidente do Senado é “um dos grandes
defensores do Estado Democrático de Direito”. “Pacheco realiza atividade
político-partidária sem ódio, discriminação, sem violência. Ele é um agregador,
pessoa com paciência para discutir questões políticas e intransigente em
relação aos pilares da democracia”, declarou.
Durante a cerimônia, a ministra do Supremo Tribunal Federal
Cármen Lúcia, que também faz parte do tribunal eleitoral, disse que a homenagem
representa o reconhecimento do desempenho do senador em tempos de
"desleixo institucional".
“O senador Rodrigo Pacheco é exemplo de respeito, não apenas
aos cidadãos, mas às instituições e aos rituais que se impõem ao desempenho das
funções públicas. O povo merece respeito e os cargos estatais impõem a
compostura funcional que Pacheco ostenta”, elogiou.
A ministra também afirmou que a democracia permaneceu
inabalada nos últimos anos porque homens e mulheres se puseram contra a
“traição da constituição e da pátria”. “Os poderes foram afrontados em suas
bases democráticas nos últimos tempos. As paredes e bens que compõem seus
prédios foram agredidos, seus fundamentos foram questionados, os agentes que
integram seus órgãos foram atacados”, completou.
Após agradecer a homenagem do TSE, Pacheco disse que o país
viveu um “período infeliz” de ataques reiterados à democracia e ao sistema
eleitoral. O presidente do Senado aproveitou para fazer uma nova defesa às urnas
eletrônicas, bastante atacadas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro no ano
passado, inclusive durante a corrida presidencial da qual saiu derrotado.
“As urnas eletrônicas sempre foram motivo de orgulho
nacional e trouxeram, nesses 27 anos de uso no Brasil, transparência,
confiabilidade e velocidade na apuração do resultado do pleito. Elas se
tornaram ferramenta poderosa contra vícios eleitorais, muito frequentes na
época do voto em papel. Representam marco democrático e civilizatório. A
tentativa de desacreditá-las mostrou-se infrutífera”.
A cerimônia foi acompanhada pelo presidente Lula, o vice-presidente, Geraldo Alckmin, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), ministros de tribunais superiores, ministros do Poder Executivo, governadores e demais autoridades.
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