Coronel diz que Exército dificultou prisão dos envolvidos nos atos de 8/1
Ex-comandante classificou acampamento como epicentro dos ataques
Ex-comandante classificou acampamento como epicentro dos ataques
O coronel Jorge
Eduardo Naime, ex-comandante de Operações da Polícia Militar do Distrito
Federal, disse nesta quinta-feira (16) que o Exército tentou impedir a prisão
dos envolvidos nos ataques aos prédios dos Três Poderes, no
dia 8 de janeiro.
Naime deu a
declaração à Comissão Parlamentar de Investigação (CPI) dos Atos da Câmara
Legislativa do Distrito Federal. O coronel está preso desde fevereiro acusado
de omissão em relação aos atos de 8 de janeiro.
Em depoimento,
Naime disse que a Polícia Militar foi impedida de prender suspeitos de
participarem dos ataques e que estavam no acampamento localizado em frente ao
Quartel-General do Exército. Segundo o ex-comandante, militares do Exército
montaram uma barreira.
“Uma linha de
choque montada com blindados e, por interessante que parecesse, eles não
estavam voltados para o acampamento. Eles estavam voltados para a PM,
protegendo o acampamento”, afirmou.
O coronel
classificou o acampamento como “epicentro de todos os atos golpistas”. “O
tenente que era o oficial de dia no QG queria impedir que a gente prendesse as
pessoas no gramado que fica ao lado da via N1. O argumento foi que o local era
uma área do Exército e que a PM não poderia atuar”, afirmou.
Retirada de acampamento
Naime também
afirmou que participou de diversas reuniões com o Comando do Exército para a
retirada do acampamento, mas as ações eram sempre canceladas.
De acordo com o
ex-comandante, investigações já haviam revelado várias irregularidades dentro
do acampamento, como comércio ilegal e aluguel irregular de tendas. Havia
ainda, segundo o coronel, a “Máfia do Pix”, em que supostas lideranças pediam
às pessoas que fizessem transferências via Pix para manter o funcionamento do
acampamento.
Poucos policiais
O presidente da
CPI, Chico Vigilante (PT-DF), questionou o ex-comandante sobre o número
reduzido de policiais militares empregados na contenção do ato. De acordo com
Vigilante, documentos obtidos pela CPI apontam que somente 200 policiais, alunos
do curso de formação, foram acionados, enquanto o restante da tropa ficou de
sobreaviso.
Naime disse que não
participou do planejamento da operação, pois estava de folga na ocasião.
Segundo ele, é usual deslocar alunos de formação para ações policiais, porém
acompanhados de profissionais mais experientes.
“Me causa
estranheza ter usado somente alunos. Precisa fazer uma revisão nessas
escalas, ver se isso realmente aconteceu. Isso foge completamente do nosso
padrão. Usar os alunos é normal, mas sempre acompanhado de policial com
experiência”, disse.
Mundo paralelo
Em depoimento, o
ex-comandante disse que as pessoas do acampamento viviam em um “mundo
paralelo”, com acesso a informações fornecidas apenas pelos grupos que estavam
no local, em uma espécie de bolha.
“Eles viviam em um mundo paralelo. Tive algumas vezes no acampamento, conversei com algumas pessoas. Teve um que me abordou lá e disse que era um extraterrestre, que estava ali infiltrado. Assim que o Exército tomasse, os extraterrestres iriam ajudar a tomar o poder. Só consumiam informações deles, estavam em uma bolha”, relatou.
Cadastre seu email e receba nossos informativos e promoções de nossos parceiros.
Timbó é reconhecida com Selo Ouro do Sebrae por excelência no atendimento
Prefeitura de Indaial realiza assinatura da ordem de serviço para pavimentação da Rua C...
Indaial é finalista no Prêmio Sebrae Prefeitura Empreendedora com projeto inovador no tu...
Secretaria de Educação convida comunidade para inauguração das reformas da UEI Centro
Secretaria de Educação convida comunidade para inauguração das reformas da UEI Centro
Prefeitura de Indaial realiza assinatura da ordem de serviço para pavimentação da Rua C...
Timbó é reconhecida com Selo Ouro do Sebrae por excelência no atendimento
Indaial é finalista no Prêmio Sebrae Prefeitura Empreendedora com projeto inovador no tu...
ROMAN RAITER - JUSTIÇA AO OASE