O governador
Jorginho Mello e secretária de Estado da Saúde, Carmen Zanotto, anunciaram
nesta segunda-feira, 20 a implantação do Centro de Operações de Emergências de
Arboviroses (COE-Arboviroses). O COE tem por objetivo auxiliar no enfrentamento
da transmissão da dengue no estado, com foco neste momento na região da Grande
Florianópolis.
“Esse grupo vai
focar e unir os esforços para cuidar da saúde da região que mais registra casos
de dengue no estado. E diante do cenário epidemiológico é fundamental o
trabalho de todos. Além disso, o Governo do Estado irá disponibilizar R$ 10
milhões para assistência dos casos de dengue para os municípios”, destaca
Jorginho Mello.
A implantação do
COE contou com ainda com a presença do superintendente de Vigilância em Saúde,
Fábio Gaudenzi, além de deputados, prefeitos da Grande Florianópolis (Topázio
Neto, Florianópolis; Orvino Coelho de Ávila, São José; Eduardo Freccia,
Palhoça; e Samir da Silva, Biguaçu), secretários municipais de saúde e
presidentes das Câmaras de Vereadores. Entidades comerciais e empresariais
também se fizeram presentes.
Com o Centro
instituído, é possível monitorar o cenário epidemiológico, desencadear medidas
rápidas e de forma intersetorial que cabem ao Estado, assim como auxiliar as
equipes municipais na intensificação das ações, tanto para controle do mosquito Aedes
aegypti como para assistência dos casos. O local servirá para integrar as
diversas estruturas da Secretaria de Estado da Saúde com as secretarias municipais
da Grande Florianópolis. Além disso, o COE-Arboviroses também pode demandar
outras áreas do Governo do Estado para auxílio nas atividades, conforme os
mecanismos já estabelecidos para uma resposta coordenada.
Números
De acordo com os dados
divulgados na coletiva, atualizados até o dia 18 de março, o estado registrou
3.044 casos da doença, com um óbito confirmado (Florianópolis). O município de
Palhoça concentra a maioria dos casos (38%), sendo que a transmissão já ocorre
em nível de epidemia, ou seja, com uma elevada incidência.
Diante desse
cenário, a secretária de estado da Saúde, Carmen Zanotto, reforça a importância
da união dos esforços tanto do poder público quanto da população para prevenção
da dengue. “A criação do COE arboviroses traz uma organização para as nossas
ações. Esse ato demonstra que estamos todos juntos, Governo do Estado e
municípios no enfrentamento à dengue. Não podemos permitir que uma doença que
tem uma prevenção clara se desdobre em óbitos”, alerta.
Dengue
Os sintomas da
dengue são: febre, dor de cabeça, dores musculares e nas articulações, dor
atrás dos olhos e manchas vermelhas na pele. Podem ocorrer também náuseas e
vômitos.
Todos os casos de dengue devem ser monitorados quanto à presença de sinais de
alarme, que são os seguintes: dor abdominal intensa e contínua, vômitos
persistentes, acúmulo de líquidos, hipotensão postural, sangramentos de mucosa,
letargia (sonolência) ou irritabilidade.
“Outro ponto importante: o tratamento da dengue é a hidratação adequada. Por
isso, desde a entrada na unidade de saúde até a alta, a recomendação é
hidratar. Isso é essencial para evitar a evolução dos casos leves em graves”,
explica Fábio Gaudenzi, médico infectologista e superintendente de Vigilância
em Saúde de SC.
São considerados
grupos de risco para dengue: crianças, gestantes, adultos com idade acima de 65
anos, pessoas com comorbidades, como hipertensão arterial ou outras doenças
cardiovasculares graves, diabetes mellitus, doença pulmonar obstrutiva crônica
(Dpoc), asma, obesidade, doenças hematológicas crônicas (principalmente anemia
falciforme e púrpuras), doença renal crônica, doença ácido péptica,
hepatopatias e doenças autoimunes.
“É importante que
os serviços de saúde do Estado utilizem o fluxograma de manejo clínico para
atendimento dos casos de dengue e façam a classificação correta para o
atendimento oportuno. Assim, vamos conseguir evitar casos graves e óbitos”,
enfatiza João Augusto Brancher Fuck, diretor da Dive.
A dengue é
transmitida pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti infectada com o
vírus. A principal medida de prevenção da doença é eliminar os criadouros do
mosquito.
O que fazer para
prevenir a dengue?
• Evite usar pratos nos vasos de plantas. Se usar, coloque areia até a borda;
• Guarde garrafas com o gargalo virado para baixo;
• Mantenha lixeiras tampadas;
• Deixe os tanques utilizados para armazenar água sempre vedados, sem qualquer
abertura, principalmente as caixas d’água;
• Trate a água da piscina com cloro e limpe-a uma vez por semana;
• Mantenha ralos fechados e desentupidos;
• Lave com escova os potes de comida e de água dos animais, no mínimo uma vez
por semana;
• Retire a água acumulada em lajes;
• Limpe as calhas, evitado que galhos ou outros objetos não permitam o escoamento
adequado da água;
• Dê descarga, no mínimo uma vez por semana, em vasos sanitários pouco usados e
mantenha a tampa sempre fechada;
• Evite acumular entulho, pois podem se tornar criadouros do mosquito.
Cadastre seu email e receba nossos informativos e promoções de nossos parceiros.
Timbó conquista primeiros troféus na etapa micro regional do JASTI em Rodeio
FIMI acontece amanhã e celebra os 92 anos de Indaial com programação especial
Atletismo de Indaial conquista pódios na Corrida da Polícia Militar
Fim de semana com Festa das Cores, Piquenique e Cinema no Parque na programação da Pásc...
Prefeitura de Timbó realiza manutenção de vias no Bairro Dona Clara
Ponte Zelir Tirol recebe plantio de extremosas para embelezamento urbano
Procon de Timbó divulga pesquisa de preços de chocolates para a Páscoa
Fim de semana com Festa das Cores, Piquenique e Cinema no Parque na programação da Pásc...
ROMAN RAITER - JUSTIÇA AO OASE