Tragédia em Blumenau repercute no Plenário da Assembleia Legislativa
Parlamentares fizeram um minuto de silêncio em solidariedade às famílias atingidas pela tragédia
O ataque à creche
em Blumenau na manhã desta quarta-feira (5), que resultou na morte de quatro
crianças, dominou os pronunciamentos dos deputados na sessão ordinária da
Assembleia Legislativa de Santa Catarina. Todos os parlamentares que
participaram na plenária se manifestaram sobre o ocorrido.
Em comum nos
discursos, as manifestações de pesar e solidariedade às famílias das vítimas e
aos professores, funcionários da creche e população de Blumenau, além da
revolta e da tristeza provocadas pela tragédia. Os deputados também apontaram
possíveis soluções para evitar novos casos, como o uso de policiais da reserva
para fazer segurança nas unidades de ensino, além de destacarem o papel da
Alesc nessa questão.
Na abertura da
sessão, os parlamentares fizeram um minuto de silêncio em respeito às vítimas.
Carlos Humberto (PL)
O parlamentar defendeu o uso de seguranças armadas nas escolas. “Isso trará um
pouco de paz para as famílias.”
Para ele, ataques
como o ocorrido em Blumenau podem estar relacionados com a inversão de valores
e com a impunidade. “É difícil achar uma explicação lógica para uma
monstruosidade como essa”, disse. “Relativizamos tudo. O que era certo passou a
ser errado.”
Jair Miotto (União)
O parlamentar do União Brasil fez um apelo para que o governador Jorginho Mello
(PL) sancione o projeto de lei de sua autoria, aprovado na semana passada pela
Alesc, que trata da instalação de câmeras de videomonitoramento nas escolas.
“Essa iniciativa deixa as escolas menos vulneráveis e vai inibir a ação dos
criminosos.”
Napoleão Bernardes (PSD)
O ex-prefeito de Blumenau classificou o dia de hoje como “o mais triste de toda
a minha vida pública”. Ele afirmou que a Assembleia deve dar enfoque às
matérias em tramitação que tratam sobre o tema. “Temos que pautar medidas
importantes legislativas para se ter respostas para prevenção, coibição e
repreensão”, disse Napoleão, que também pediu medidas relacionadas ao uso das
tecnologias e aos cuidados com a saúde mental.
Mauricio Eskudlark (PL)
Para o 1º vice-presidente da Alesc, são necessárias alterações na legislação
federal para aumentar as penas contra esses crimes. “Tem que colocar em prisão
perpétua, ter pena de morte, senão todo o nosso esforço será em vão.”
Eskudlark disse que é hora de pensar em políticas públicas, mas não é momento
de fazer política com a tragédia. O parlamentar entende que, mais do que
instalar equipamentos de segurança, é preciso pensar numa legislação que intimide
o agressor. “Enquanto os marginais sentirem que não serão punidos com o rigor
da lei, continuarão cometendo barbáries.” Ele parabenizou o governador Jorginho
Mello (PL) pela conduta frente à tragédia, enviando equipes e colocando a
estrutura do governo a serviço das famílias das vítimas.
Sérgio Guimarães (União)
O parlamentar também defendeu penas mais duras. “É o mínimo que esses
vagabundos merecem.”
Ele comentou sobre
o projeto de lei de sua autoria que trata da instalação de detector de metais nas
escolas e informou que apresentará novo projeto, com o objetivo de aprimorar a
segurança nos prédios que abrigam as unidades de ensino, como a colocação de
cercas elétricas.
Mauricio Peixer (PL)
Para o deputado, são necessárias leis mais efetivas e penas mais rigorosas
contra os criminosos. Ele também defendeu o uso de dispositivos eletrônicos de
segurança, além do uso de seguranças armados. “Devemos ser rápidos”, disse
Peixer. “Precisamos dar tranquilidade para que os pais possam deixar seus
filhos na escola.”
Dr. Vicente Caropreso (PSDB)
O parlamentar afirmou que a Assembleia pode ter papel crucial na busca por
soluções, em conjunto com a sociedade civil, mas destacou a necessidade de
mudanças na legislação que são de competência do Congresso Nacional.
“Precisamos ter calma e sabedoria suficientes para evitar outros casos como
esse.”
Lucas Neves (Podemos)
O representante da Serra catarinense defendeu a criação de um plano estadual de
segurança nas escolas, com a capacitação de professores e funcionários das
escolas para identificar possíveis ameaças, além da atenção à saúde mental.
“Precisamos de mais
monitoramento, aumentar o policiamento ostensivo, investir em inteligência”,
comentou. “O Brasil não tem um plano para prevenir esses ataques. As
instituições estão lidando sozinhas no enfrentamento desse problema.”
Matheus Cadorin (Novo)
O deputado defendeu alterações no pacto federativo que deem aos estados
autonomia para legislar em questões que hoje são privativas da União, como a
legislação penal. “Santa Catarina poderia ter leis mais duras, com penas mais
rigorosas para esses crimes. É uma forma de auxiliarmos a Polícia e o
Judiciário, que muitas vezes vê o bandido ser preso e imediatamente solto.”
Altair Silva (PP)
O parlamentar afirmou que a Alesc deve fazer interlocução junto à bancada federal
catarinense para buscar alterações na legislação. Ele também defendeu o uso de
segurança armada nas escolas, além da prisão perpétua e da pena de morte para
crimes como o cometido em Blumenau. “O Congresso Nacional tem que reagir
rápido.”
Marquito (Psol)
O deputado apresentou indicação ao Poder Executivo para a criação de um
programa de prevenção da violência e promoção da saúde mental na saúde escolar.
Para ele, a sociedade vive um momento complexo, no qual grupos extremistas se
articulam na internet para promover a violência.
“É importante que
esta Casa faça uma reflexão profunda, porque estamos vivendo tempos sombrios”,
disse, que acrescentou a necessidade de melhoria na estrutura e nos recursos
humanos das escolas.
Ana Campagnolo (PL)
A parlamentar afirmou que vai requerer prioridade na tramitação de projeto de
lei de sua autoria que trata de um programa de segurança nas escolas. A
proposta está focada em três eixos: segurança profissional armada, câmaras
internas e externas, treinamento e capacitação em segurança.
“Pode ser um
projeto que não vai resolver o problema da violência, mas vai amenizar e trazer
soluções pontuais”, declarou.
Emerson Stein (MDB)
O ex-prefeito de Porto Belo afirmou que seu município conta com totens de
segurança em escolas e creches, nos quais é possível acionar um botão de
emergência em casos de ameaça. A rede municipal de ensino também conta com
câmeras de monitoramento.
Stein também vai
pedir o uso de policiais da reserva para fazer a segurança nas escolas. “É uma
medida que pode não resolver, mas vai inibir a ação de criminosos.”
Fernando Krelling (MDB)
O representante de Joinville classificou o dia de hoje como o mais triste em
sua trajetória na Assembleia e pediu que a tragédia não caia no esquecimento.
Ele lembrou que lei de sua autoria cria a semana de segurança nas escolas, que
ainda não foi colocada em prática. Krelling também defendeu o uso de policiais
da reserva na segurança das escolas e alertou para a contribuição da internet
em episódios como o ocorrido em Blumenau.
Marcos da Rosa (União)
O deputado de Blumenau defendeu o uso de armas, inclusive por professores, para
coibir a violência escolar. Ele também acredita que é necessária a
disponibilização de segurança armada nas escolas e creches.
“Temos que ter
frieza, entendimento e sabedoria para apresentar as soluções num momento
difícil como esse”, comentou.
Marcius Machado (PL)
O parlamentar disse que o Estado precisa ter um olhar diferenciado sobre as
escolas, na busca de soluções para esses problemas, que envolvam não apenas
questões relacionadas à segurança, mas, também, à saúde mental dos estudantes.
Ele também defendeu o uso de policiais da reserva e de militares do Exército no
patrulhamento das escolas.
Pepê Collaço (PP)
O presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente apresentou um balanço dos ataques a escolas no Brasil nos últimos anos. “Temos que fazer uma reflexão do que já foi feito, porque é nítido que estamos passando por uma transformação de comportamento social.”
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