Ataque em creche de Blumenau mobiliza o Parlamento catarinense
Deputados anunciaram a apresentação de PLs para evitar novas tragédias
Deputados anunciaram a apresentação de PLs para evitar novas tragédias
O crime na creche em Blumenau na manhã de quarta-feira (5), que deixou quatro crianças mortas e outras quatro feridas, repercutiu na Assembleia Legislativa.
Deputados anunciaram a apresentação de projetos de lei (PLs) com o objetivo de propor soluções legislativas para evitar novas tragédias. Na semana que vem, o presidente da Alesc, deputado Mauro de Nadal (MDB), vai se reunir com os líderes das bancadas e dos blocos do Parlamento para tratar de ações legislativas relativas ao tema.
Os ataques, como o ocorrido em Blumenau, repetem-se em outros estados e pelo
mundo e vêm ganhando espaço nos debates da Assembleia, em especial desde a
tragédia na creche de Saudades, no Oeste catarinense, em maio de 2021, quando
três crianças e duas funcionárias de uma escola infantil morreram.
No Brasil, nos
últimos 20 anos, foram 23 ataques a unidades de ensino – sete só no segundo semestre
de 2022, conforme aponta pesquisa da Universidade Estadual de Campinas
(Unicamp). Antes do caso de Blumenau, o último deles aconteceu no dia 27 de
março deste ano, em uma escola estadual, em São Paulo, quando um estudante de
13 anos matou a facadas uma professora e feriu outras quatro pessoas.
Atuação da Alesc sobre segurança nas escolas
Em junho de 2019, foi sancionada lei proposta pelo deputado Fernando Krelling
(MDB), que instituiu a Semana Estadual de Segurança nas Escolas. A norma lei
tem entre seus objetivos promover a aproximação entre escolas e órgãos de
segurança pública, tornar o ambiente mais seguro para crianças e professores,
fomentar a criação de novos projetos e ações voltados à prevenção de quaisquer
formas de violência nas escolas.
No dia 28 de março
deste ano, os parlamentares aprovaram por unanimidade, em sessão ordinária no
Plenário da Alesc, a instalação de câmeras de videomonitoramento em escolas
públicas estaduais. O projeto de lei (PL) é de autoria do deputado Jair Miotto
(União) e seguiu para aprovação do governador.
Segundo o projeto,
as câmeras serão instaladas nas entradas e nos pátios das escolas, e devem ter
recursos de gravação e armazenamento das imagens por pelo menos 60 dias. O
texto do projeto (PL 422/2019) foi proposto ainda em 2019, no antigo mandato do
deputado e estava arquivado na Alesc. Devido à morte de uma professora, vítima
de um aluno em escola estadual de São Paulo, no dia 27 de março, o
projeto foi desarquivado e votado rapidamente na Alesc no dia seguinte.
Também tramita na
Alesc o projeto de lei de autoria do deputado Sérgio Guimarães (União), que
pretende tornar obrigatória a instalação de detectores de metal em portas de
acesso às escolas públicas do estado.
Na sessão desta
quarta-feira, a deputada Ana Campagnolo (PL) anunciou que projeto de lei de sua
autoria, cria um programa de segurança nas escolas. A proposta está focada em
três eixos: segurança profissional armada, câmaras internas e externas,
treinamento e capacitação em segurança. A parlamentar vai requerer prioridade
na tramitação da matéria.
A tramitação desses e de outros projetos sobre o tema devem ser discutidos pelos deputados na próxima semana, em reunião do presidente Mauro de Nadal com os líderes de bancadas.
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