Câmara pode votar urgência do PL das fake news nesta semana
Projeto de lei prevê regulamentação das redes sociais
Projeto de lei prevê regulamentação das redes sociais
A Câmara dos Deputados pode votar na quarta-feira (26)
a urgência e o mérito do projeto que trata do combate às fake
news e regulamenta as redes sociais. O texto, que tramita
desde 2020, está em negociação com o relator, deputado Orlando Silva
(PCdoB-SP). O parecer pode ser entregue nesta segunda-feira (24) ou
terça-feira (25).
Ele trata, por exemplo, de responsabilização,
transparência, monetização e impulsionamento de conteúdo. Na
prática, a proposta fala em moderação: pretende ampliar a lista de conteúdo que
deve ser retirada do ar antes de uma determinação judicial, segundo o
coordenador do Grupo de Trabalho sobre Regulação de Plataformas do Comitê
Gestor da Internet, Henrique Faulhaber.
"Quando se fala em regulação de plataformas, agora, é
para criar uma lista maior de temas que o provedor deve, com o chamado dever de
cuidado, fazer intervenções, moderando conteúdo, mesmo antes da ordem judicial.
O que teria que ser incluído seria incitação ao ódio, terrorismo e ataques
à democracia".
O projeto estabelece o que é uma conta
identificada ou uma inautêntica (aquela que simula a identidade de outra pessoa
para enganar o público), rede de distribuição artificial ou uma conta
automatizada (gerida por programa de computador, robôs) e também
define a respeito de encaminhamento em massa de mensagens (enviadas por
mais de cinco usuários no intervalo de até 15 dias para múltiplos
destinatários).
O texto trata ainda das responsabilidades dos provedores.
O coordenador Henrique Faulhaber ressalta que a proposta não
pretende censurar as redes sociais. "Em um assunto que envolve
opinião, você não pode deixar à critério das empresas de tirarem do ar aquilo
que elas acham que podem dar multa, e, com isso, criar censura".
A proposta prevê, ainda, a criação de um Conselho de
Transparência e Responsabilidade na Internet, composto por 21 conselheiros
- entre eles, representantes do Legislativo, do Conselho Nacional de Justiça,
do Comitê Gestor da Internet no Brasil e da sociedade civil.
Mesmo com a possibilidade da votação da urgência e do mérito nesta semana, o texto não é unanimidade na Câmara. Parlamentares de partidos como PSOL, PDT e União Brasil apresentaram requerimentos para a criação de uma comissão especial, com isso, o texto seria debatido por mais tempo pelos deputados federais.
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