Fachin vota por tornar réus mais 200 denunciados por atos
Já votaram os ministros Alexandre de Moraes, relator, e Dias Toffoli
Já votaram os ministros Alexandre de Moraes, relator, e Dias Toffoli
O ministro Edson
Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi o terceiro a votar por tornar
réus mais 200 denunciados na investigação dos atos de 8 de janeiro, quando
as sedes dos Três Poderes foram invadidas e amplamente depredadas.
Assim como o
ministro Dias Toffoli, Fachin acompanhou integralmente o voto do relator dos
inquéritos sobre o caso no Supremo, ministro Alexandre de Moraes.
O recebimento de
mais de 200 denúncias está sendo julgado em plenário virtual, em que os votos
são depositados eletronicamente, sem deliberação presencial. A sessão começou
na terça-feira (25) e segue até as 23h59 da próxima segunda-feira (1º).
Uma primeira leva
com 100 denúncias foram aceitas na semana passada, por 8 votos a 2.
Somente os ministros André Mendonça e Nunes Marques divergiram dos demais. Eles
foram os únicos que defenderam que as denúncias deveriam ser julgadas pela
primeira instância da Justiça Federal.
No voto desta
semana, Moraes ressaltou que os envolvidos nos atos de 8 de janeiro tentaram
“destruir o regime democrático e suas instituições, pregando a violência,
pleiteando a tirania, o arbítrio, a violência e a quebra dos princípios
republicanos”.
Uma nova leva de
250 denúncias está marcada para ser julgada na próxima semana, em sessão
virtual marcada para começar na próxima terça-feira (2). Ao todo, a
Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou 1.390 acusações formais ao
Supremo, todas contra pessoas que participaram diretamente dos atos de
vandalismo ou que incitaram a violência. Até o momento, ninguém foi denunciado
por financiar ou idealizar os atos.
A situação é
inédita para o Supremo, que nunca tinha se debruçado sobre tantas denúncias
simultâneas sobre um mesmo caso. As sessões virtuais foram a maneira encontrada
por Moraes e pela presidente do Supremo, Rosa Weber, para lidar com tamanho
volume de pessoas processadas. A medida, contudo, tem sido criticada por
advogados.
A previsão é de que o recebimento de todas as denúncias seja apreciado até junho. Em seguida, deve ter início a fase da ação penal, com nova instrução processual e possível produção de novas provas e colheita de novos depoimentos, inclusive a pedido das defesas. Não há prazo definido para o julgamento final.
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