Audiência pública discute marco temporal de terras indígenas
Deputado Mauro de Nadal foi o propositor da audiência pública
Deputado Mauro de Nadal foi o propositor da audiência pública
Os reflexos do
julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre os efeitos da tese do Marco
Temporal em Santa Catarina vão ser debatidos em audiência pública nesta segunda-feira
(15), às 16h, no auditório Antonieta de Barros da Assembleia Legislativa.
O processo discute
se a promulgação da Constituição Federal de 1988 será a data escolhida para
definir a ocupação tradicional das terras por indígenas. A nova legislação
traria mudanças territoriais em municípios de diversas regiões do estado,
principalmente em áreas agrícolas.
A audiência foi
proposta pelo presidente da Casa, deputado Mauro de Nadal (MDB). O parlamentar
destaca a importância de aprofundar o debate sobre o tema.
“Pretendemos fazer
um bom encaminhamento a Brasília, que pautou, por meio do STF, a análise do
Marco Temporal já para o mês de junho. Nós temos várias situações aqui em Santa
Catarina, temos demarcações novas, então é muito importante que nós possamos
tirar uma carta do estado para levar ao Senado Federal, à Câmara dos Deputados
e aos ministros do STF. Não somente os municípios que têm demarcações, mas é
importante que Santa Catarina, por meio dos líderes, dos seus prefeitos,
vereadores, por meio do agronegócio, traga à participação para esse importante
encontro que nós faremos na segunda-feira, na Alesc.”
Durante a reunião,
também será tratada a Portaria Federal nº 790, de 2007, do Ministério da Justiça,
que estabeleceu a demarcação de terras indígenas em Cunha Porã e Saudades.
O que é o Marco Temporal
O Marco Temporal é uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) que defende que
povos indígenas só podem reivindicar terras onde já estavam no dia 5 de outubro
de 1988, quando foi promulgada a Constituição Federal.
De um lado, a
bancada ruralista e instituições ligadas à agropecuária defendem o Marco. Do
outro, povos indígenas temem perder direito a áreas em processo de demarcação.
Os povos
originários alegam que foram expulsos de suas terras e tiveram que se deslocar.
Em Santa Catarina, parte dessas áreas reivindicadas é hoje ocupada por pequenos
agricultores que possuem terras de sucessão familiar escrituradas desde a primeira metade do
século passado. A retomada do julgamento no STF está marcada para acontecer no dia 7
de junho.
Já a Portaria
Federal 790, de 2007, declarou a posse permanente do grupo Guarani Nhandéva-Chiripá de cerca de 2,7 mil hectares de terra localizados nos municípios de
Cunha Porã e Saudades, no oeste de Santa Catarina, o que pode impactar 153
famílias em 214 pequenas propriedades com média de 15 hectares.
A reivindicação se
enquadrou no Estatuto do Índio como sendo tradicionalmente ocupada pelo grupo
até o ano de 1962. Os pequenos proprietários alegam que não há registros de
nascimento ou óbito de descendes indígenas nos cartórios das cidades datados
dessa época.
Serão convidados
para a audiência representantes da Funai, Secretaria de Estado da Agricultura (SEA), Ministério Público do Estado (MPSC), Procuradoria Geral do
Estado (PGE), Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Fiesc, Facisc, Fecam, Uvesc, prefeitos,
vereadores, agricultores e demais órgãos interessados na questão da demarcação de terras.
Audiência pública discute Marco Temporal de Terras Indígenas
Data: 15 de maio de 2023
Hora: 16h
Local: Auditório Antonieta de Barros, Assembleia Legislativa
Proponente: Deputado Mauro De Nadal (MDB)
Transmissão ao vivo pelo youtube.com/assembleiasc
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