STJ mantém decisão do TCU que condenou Deltan por diárias da Lava Jato
Justiça havia entendido que ele gerou prejuízos durante força-tarefa
Justiça havia entendido que ele gerou prejuízos durante força-tarefa
Por 6 votos a 5, o
Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu manter a
condenação do ex-deputado federal Deltan Dallagnol, que deve ressarcir os
valores gastos indevidamente com diárias e passagens áreas quando
atuava na força-tarefa da Operação Lava Jato.
No ano passado, o
Tribunal de Contas da União (TCU) entendeu que o modelo montado para manter o
funcionamento da força-tarefa foi antieconômico e gerou prejuízos de R$ 2,8
milhões aos cofres públicos.
Após a decisão, a
Justiça Federal em Curitiba atendeu ao pedido de liminar dos advogados de
Deltan e suspendeu a condenação. Posteriormente, o ministro Humberto Martins,
do STJ, aceitou recurso da União e determinou a retomada do andamento do
processo no TCU.
A decisão do STJ é
mais um revés para Dallagnol. Mais cedo, o ministro Dias Toffoli, do Supremo
Tribunal Federal (STF), rejeitou pedido para suspender a decisão que cassou seu
mandato.
No mês passado, por
unanimidade, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) entendeu que o ex-parlamentar
tentou burlar a Lei da Ficha Limpa ao pedir exoneração do cargo de procurador
da República durante a tramitação de processos disciplinares abertos para
apurar sua conduta na condução dos processos da Lava Jato. A defesa de Deltan
Dallagnol alegou que ele estava apto a concorrer às eleições.
Na última terça-feira (6), a Câmara dos Deputados cumpriu a decisão do TSE e declarou a perda do mandato.
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