Ana Moser diz não ter controle sobre sua manutenção no ministério
Ministra do Esporte disse que decisão cabe ao presidente Lula
Ministra do Esporte disse que decisão cabe ao presidente Lula
A ministra do
Esporte, Ana Moser, disse nesta quinta-feira (27), em São Paulo, que não tem
controle sobre uma possível saída do ministério. Segundo ela, a possibilidade é
uma “questão externa”, que vai ser definida pelo presidente da República, Luiz
Inácio Lula da Silva.
“Externamente, não
tenho nenhum controle sobre [o assunto]. E internamente, tenho que manter o
nosso trabalho”, disse. “Essa é uma questão externa, não tenho nenhum controle
ou nada disso. Fui convidada pelo presidente Lula em dezembro [para ser
ministra] e estou aqui. E, quando ele me desconvidar, eu saio”, acrescentou.
A ministra viajou
recentemente para a Austrália e Nova Zelândia para acompanhar o início da Copa
do Mundo Feminina de Futebol e para promover e costurar a candidatura do Brasil
para sediar o evento em 2027.
Em entrevista, a
ministra disse que seu foco no momento é a candidatura do Brasil para sediar a
Copa do Mundo Feminina de Futebol e para entregar, nos próximos dias, a
Estratégia Nacional para o Futebol Feminino.
“[A Estratégia
Nacional para o Futebol Feminino] é uma série de ações. São sete itens diferentes,
com uma visão e diagnóstico do que é o contexto do futebol feminino no Brasil.
E já dá para adiantar que os números são muito pequenos do que existe de ações,
de times e de volume de futebol feminino no país”, adiantou.
Entre as ações que
devem constar na estratégia, de acordo com a ministra, estão a construção de um
calendário melhor e mais amplo, um número maior de investimento dos clubes para
que haja mais atletas profissionais do que amadoras e o fomento para a
construção de centros de formação e treinamento para mulheres.
Candidatura
Sobre a Copa do
Mundo de Futebol Feminino no Brasil, a ministra disse que a ideia é que ocorra
em oito cidades sedes, ainda não definidas, aproveitando as estruturas que
foram construídas para a Copa do Mundo de Futebol masculino, que ocorreu no
país em 2014.
“A candidatura
brasileira é vista com muita simpatia. E como argumentos para justificar a
candidatura, temos exatamente a questão que é a infraestrutura. O Brasil tem
uma infraestrutura além do que é necessária para receber [o evento], que foi
construída para a Copa de 2014 e vem sendo mantida e ampliada. Temos estádios,
hotéis, aeroportos. E é uma vontade e intenção do governo brasileiro, até pela
experiência, fazer eventos que sejam positivos em todos os sentidos, que não
tenham grandes gastos, que aproveitem a estrutura que já tem e que tirem o
proveito de toda essa experiência”.
A definição sobre qual país abrigará a próxima Copa do Mundo acontecerá somente em maio do próximo ano pela Federação Internacional de Futebol (Fifa). E, até dezembro deste ano, informou a ministra, o país deve entregar a sua proposta de candidatura.
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