Tebet: medidas para aumentar arrecadação visam déficit fiscal zero
“É desafiador, mas é factível”, disse a ministra do Planejamento
“É desafiador, mas é factível”, disse a ministra do Planejamento
Questionada nesta
quinta-feira (27) se o governo pretende fazer cortes no orçamento para alcançar
a meta fiscal zero de 2014, a ministra do Planejamento, Simone Tebet, respondeu
que o Executivo tem “cartas na manga” para aumentar a arrecadação da União e,
com isso, não precisar fazer cortes orçamentários. “É desafiador, mas é
factível”, afirmou.
O governo federal se
comprometeu, a partir do projeto de Arcabouço Fiscal em tramitação no Congresso
Nacional, a alcançar déficit fiscal zero em 2024. Como o governo estima um
saldo negativo de R$ 145,4 bilhões nas despesas primárias de 2023, há
expectativa de que a equipe econômica precise adotar novas medidas para reduzir
esse déficit a zero no próximo ano. Os gastos primários são aqueles que excluem
as despesas com a dívida pública.
“O ministro Haddad
têm algumas cartas na manga do colete. Ele tem mais ou menos oito medidas que
podem ser implementadas [para arrecadar recursos]. Não vai necessariamente
precisar mandar as oito, pode mandar quatro ou cinco que podem fechar essa
conta”, explicou Tebet.
As medidas para
aumentar a arrecadação, segundo Tebet, devem ser enviadas até o dia 31 de
agosto, data limite para o Executivo enviar o Projeto de Lei Orçamentária Anual
(PLOA) ao Congresso Nacional.
A ministra do
Planejamento acrescentou que, caso alguma das medidas, por algum motivo, trave
no Parlamento, o governo pode trocar por novas medidas. “Se uma ou outra não
tiver condições de avançar obviamente se troca”, completou.
Arcabouço
Simone Tebet disse
ainda que vai se reunir na próxima semana com o relator do projeto do Arcabouço
Fiscal na Câmara, o deputado Claudio Cajado (PP-BA), para discutir a tramitação
do texto, previsto para ser votado no retorno do recesso parlamentar. A ministra
vai defender a aprovação de uma emenda capaz de garantir a antecipação de R$ 30
bilhões a R$ 32 bilhões para o orçamento de 2024, “sob pena de o orçamento ter
que ser alterado até o final do agosto (de 2024)”.
A emenda sugerida por Tebet altera o período do cálculo para correção dos gastos públicos com base no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Segundo ela, “esse orçamento (de 2024) está condicionado à aprovação da emenda”.
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