“Eu El Rey faço saber a vós Provedor da Fazenda Real do Rio de Janeiro, que sendo me prezente a extremosa urgência, em que se acha a Ilha de Santa Catharina; e considerando quanto útil, e necessária se faz a sua conservação (...)”.*
O trecho da carta régia faz parte de uma das mais de seis milhões de páginas de registros históricos que integram o Arquivo Público de Santa Catarina e que serão alocadas em nova sede.
O novo local fica na Rua Eduardo Gonçalves d'Ávila, 303, no bairro Itacorubi, em Florianópolis, onde atualmente funciona a Secretaria de Turismo, Cultura e Esporte (SOL). O prédio será compartilhado com a Santur.
Para o Secretário de Estado da Administração, Jorge Eduardo Tasca, o novo local é essencial para tornar a história de Santa Catarina, por meio do Arquivo Público, mais acessível a estudantes, pesquisadores e ao público em geral. Além de permitir melhor acondicionamento do acervo. “Desde o primeiro dia deste Governo, priorizamos a conservação adequada destes importantes documentos que ajudam a contar a história do serviço público de Santa Catarina”.
A mudança para a nova sede deverá acontecer entre 60 e 90 dias, tempo estimado para a adequação do novo prédio e para o empacotamento dos mais de 200 mil volumes de documentos e de todas as peças que compõem o acervo do Arquivo Público catarinense.
Somam-se ao patrimônio documental um acervo cartográfico de mais de quatro mil mapas, plantas e croquis, nove mil imagens iconográficas, 700 materiais multimeios e uma Biblioteca de Apoio que acomoda mais de cinco mil volumes bibliográficos textuais, dentre eles obras raras datadas entre 1752 e 1959. Tudo será devidamente acondicionado na nova sede e ficará acessível à consulta pública novamente.
Desde dezembro de 2018, o Arquivo está fechado ao público para acesso a consultas ou pesquisas documentais. A medida aconteceu depois que uma tempestade causou infiltração em dois andares do local onde ficavam os documentos. Cerca de 84 mil páginas foram recuperadas com a rápida intervenção de servidores e voluntários, que atuaram para secar e reacondicionar os documentos atingidos.
*O documento original faz parte do acervo do Arquivo Público de Santa Catarina. A carta fora assinada pela Rainha Maria de Portugal e endereçada ao Ministro João Gomes de Araújo, Provedor da Coroa Real, no Rio de Janeiro, comunicando o pagamento de serviços para guarnecer a segurança da Ilha.
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