A Demência de Alzheimer é uma doença neurodegenerativa, de
causa idiopática, ou seja, não existe uma causa específica da doença, o que
existem são os fatores de risco, que podem ser: Depressão, Diabetes Mellitus,
Estilo de Vida Inadequado, Doenças Cardiovasculares, entre outros.
O profissional da fisioterapia é de suma importância em todas as fases da doença, tanto para manter o indivíduo mais ativo e independente possível, quanto para melhorar o seu desempenho funcional.
É
necessária uma avaliação que englobe os aspectos físicos, funcionais e
comportamentais do paciente. Identificar as suas potencialidades já
que apesar do diagnóstico, os pacientes costumam apresentar muitas
habilidades cognitivas, motoras e funcionais nesta fase, precisando ser
elencadas, avaliadas e otimizadas para a elaboração dos objetivos
fisioterapêuticos.
Na fase inicial os pacientes apresentam poucas alterações
motoras que interferem na sua mobilidade e funcionalidade, e a atuação do
Fisioterapeuta se dá na busca da prevenção e minimização das futuras perdas
motoras.
Na fase mais avançada da doença, quando o idoso passa a
maior parte do tempo restrito ao leito, a fisioterapia é importante para
minimizar as complicações da síndrome de imobilização, nomeadamente os
encurtamentos musculares e a perda da força muscular, o aparecimento de úlceras
de pressão (escaras), trombose, prisão de ventre e pneumonia, entre outros.
Resumidamente a fisioterapia, tem como principal função de
evitar a atrofia por desuso e fraqueza muscular, evitar contraturas e
encurtamento musculares (imobilização no leito), manter ou devolver a ADM
funcional das articulações, manter as capacidades funcionais do paciente
(sistema cardiorrespiratório), evitar ou diminuir complicações e deformidades,
diminuir a progressão e efeitos dos sintomas da doença.
Como conseguimos isso?
Com exercícios que promovam a manutenção e melhora da
flexibilidade, da força e potência muscular e amplitude de movimento, treino de
equilíbrio e da marcha; bem como, exercícios de Dupla Tarefa, que desenvolvem a
melhorada atenção que ajudam nas tarefas do dia-a-dia.
Realizar atividades em que se estimule o raciocínio do
paciente, como atividades de escrever, decorar palavras, nomear objetos, que
levam a um estímulo da memória. Exercícios para propriocepção e equilíbrio são
fundamentais para a desenvoltura do paciente, como exercícios com bastões,
bolas, descarga de peso gradual e andadores.
A literatura atual já é consistente em demonstrar que terapia
com exercícios é segura e bastante eficaz na melhora dos sintomas motores,
funcionais e neuropsicológicos nas demências.
O ideal que esse paciente receba o tratamento de 2 à 3 vezes na semana, porém, se não há condições financeiras para tanto, pode-se contratar um profissional que visite o paciente 1 vez por mês. Nestas visitas ele vai orientar e ensinar os cuidadores a fazer os exercícios.
Também tem condições de
avaliar a evolução do caso. Usando o mesmo exemplo de idoso que para de andar:
o fisioterapeuta pode ser chamado para avaliar o caso e ensinar os cuidadores a
criar uma rotina de exercícios para, talvez, até recuperar a habilidade de
andar. Porém, os resultados dos exercícios dependem também do quadro geral de
saúde do idoso.
É válido lembrar que a grande maioria dos portadores da doença de Alzheimer são idosos. Portanto, todo o tratamento deve ser realizado considerando tanto os sintomas da doença, como as alterações fisiológicas esperadas no envelhecimento.
Como ambos são processos que envolvem perdas
progressivas, podemos dizer que o tratamento fisioterapêutico consiste em
diminuir a velocidade dessas perdas e preservar ao máximo as funções
remanescentes através de estímulos constantes.
O apoio da família do paciente é fundamental para que a pessoa tenha bons resultados no tratamento da doença. O tratamento fisioterapêutico ajuda a melhorar o desenvolvimento do idoso de acordo com suas limitações, tornando-o mais ativo com o objetivo de amenizar os sintomas.
Apesar de ser um distúrbio do sistema nervoso central, degenerativo e irreversível que leva a piora de funções cognitivas e funcionais, os tratamentos fisioterápicos podem garantir uma melhoria na qualidade de vida.
Dra. Angélica Anacleto
Crefito 10- 295200-F
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Dra. Bárbara Maurício Nascimento
Responsável técnica CREFITO 10 74799F
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