Os advogados de acusação no âmbito do Tribunal Especial de Julgamento do Impeachment contra o governador Carlos Moisés da Silva protocolaram na manhã desta quarta-feira (31) o libelo acusatório que aponta as provas e testemunhas para a segunda parte do julgamento.
O documento,
protocolado nos autos do processo, pede a cassação de Moisés e consequente
perda de elegibilidade em funções públicas pelo prazo de cinco anos.
Na peça, que é uma espécie de resumo da denúncia, os acusadores elencaram servidores da Secretaria de Estado da Saúde e a indicação de documentos que possam auxiliar no julgamento de Moisés.
O governador é
acusado de cometer crime de responsabilidade por praticar comissão por omissão,
ou seja, não ter agido para frear o processo fraudulento da compra dos 200
respiradores junto à Veigamed ao custo de R$ 33 milhões.
Para comprovar a denúncia, os acusadores tentam provar que o
governador afastado sabia da compra. Para isso, elencam os discursos que Moisés
fez nas lives no início da pandemia, quando fala em preço, modelo e
negociação de respiradores; também a ligação ao presidente do Tribunal de
Contas do Estado (TCE), Adircélio de Moraes Ferreira Júnior, consultando a
possibilidade de pagamento antecipado; e a apresentação de um Projeto de Lei
para regulamentar o pagamento antecipado.
A acusação pede um oitiva com as servidoras Clarice Ribeiro
da Rosa Santos, analista técnica da SES, para falar sobre a dinâmica das
compras na pasta; e Débora Brum, também analista técnica da SES, apontada como
responsável por movimentações no processo administrativo eletrônico que
resultou na compra dos ventiladores.
A peça pede ainda a inclusão de documentos e informações.
Entre eles, o depoimento à CPI dos Respiradores de Clóvis Renato Squio, que
liderou a investigação do caso no âmbito da Controladoria-Geral do Estado (CGE)
e apurou responsáveis.
A acusação pede que o Tribunal oficie a Secretaria de Estado da Fazenda para buscar informações sobre o empenho e liquidação no pagamento dos R$ 33 milhões, oficie também a empresa Softplan, gestora do software em que os processos eletrônicos do governo do Estado tramitam para que informe os IPs de quem acessou o processo, e ainda um pedido ao Centro de Informática e Automação de SC (Ciasc) com informação sobre o relatório de acessos no processo eletrônico, ambos entre 26 de março de 2020 e 22 de abril de 2020.
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