A estiagem em Santa Catarina foi o assunto destacado na
sessão desta quinta-feira (17) na Assembleia Legislativa. O deputado Silvio
Dreveck (PP) alertou para a necessidade de ações de curto, médio e longo prazo
e de maior conscientização da sociedade sobre a preservação dos recursos
hídricos.
O parlamentar comentou que tem acompanhado a situação da
estiagem no estado “e, em especial, no Oeste e Meio-Oeste”. Ele acredita que é
necessário o emprego de medidas e políticas públicas urgentes por causa da
frequência com que o problema ocorre em território catarinense. “No meu modo de
entender, de avaliar, é preciso estudos técnicos sim. Mas também de políticas
publicas permanentes”, comentou. Para Dreveck, primeiro é fundamental a tomada
de decisões urgentes para gerar soluções de curto prazo. Em segundo lugar,
avaliou, entram as políticas e decisões de médio prazo e, por último, aquelas
voltadas para longo prazo.
O deputado citou que a emergência exige a participação
efetiva dos governos do Estado, da União e dos municípios para resolver o
problema das populações. “Há necessidade, sim, de praticar um programa como
projetos de preservação dos recursos hídricos, além da conscientização e
trabalho pedagógico com participação efetiva da população e dos órgãos públicos
no sentido de proteger as nascentes, as margens dos rios e riachos”, citou.
Dreveck falou ainda que falta evitar as ocorrências de
descarte irregular de lixo, em todas as regiões de Santa Catarina.
“Lamentavelmente, com toda a disposição que os órgãos públicos oferecem na
coleta de lixo, doméstico ou inorgânico, infelizmente, vemos ainda no estado de
Santa Catarina o não recolhimento. Ainda há pessoas e famílias que não colocam
o lixo no devido local. Preferem muitas vezes colocar nas barrancas, nos
riachos, nos rios”, criticou.
Outra sugestão do parlamentar é que, além de um programa na
captação de água, a perfuração de poços artesianos seja feita para pensar em um
projeto de irrigação. “Primeiro é o ser humano, segundo a nossa produção
agropecuária. Tem custo? Tem, mas é menor do que passar o que estamos
passando”, argumentou.
O representante de São Bento do Sul contou que visitou Israel em 2017 e lá viu de perto soluções que poderiam ser adaptadas ao estado. “É um deserto e, por incrível que pareça, tem produção de alimentos. Tem arborização, água para a população. E veja que eles não têm água potável. Captam a água do mar, purificam e transformam em água potável tanto para a população quanto para a irrigação, inclusive na área urbana. Temos como buscar experiências e usar em Santa Catarina. Somos um estado exportador para outros estados e para muitos países e não podemos perder essa condição”, concluiu.
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