Deputados cobram mais leitos de UTI Neonatal e pagamento de emendas
Representantes das bancadas do PT, PL e PSD cobraram a
ampliação dos leitos de UTI Neonatal e pediátrico, além do pagamento das
emendas impositivas relativas à saúde durante a sessão de quarta-feira (25) da
Assembleia Legislativa.
“A situação dos leitos de UTI neonatal e pediátrica é grave,
sempre tivemos defasagem de leitos ao longo da história, depois tivemos a
pandemia onde houve ampliação importante de leitos, mas depois gradativamente
os leitos foram descredenciados e agora temos a preocupação com a ampliação de
leitos”, afirmou Neodi Saretta (PT).
Adriano Pereira (PT) concordou com o colega e citou o caso
de Blumenau.
“Faltam leitos de UTI neonatal no hospital Santo Antônio,
esperamos que o governo olhe com atenção, precisamos de no mínimo mais 10 leitos
de UTI”, informou Pereira, que lamentou o caso de recém nascido que viajou de
ambulância até Chapecó para encontrar um leito de UTI.
Rodrigo Minotto (PDT) e Bruno Souza (Novo) também destacaram
a falta de UTIs para crianças.
"Hoje a Secretaria da Saúde está tentando comprar uma
vaga de UTI em outro estado para uma criança", revelou Minotto.
"Estou acompanhando de perto esta situação",
declarou Bruno, acrescentando que de acordo com pesquisa que fez, nesta
quarta-feira há cerca de dez crianças esperando um leito de UTI.
Saretta, por outro lado, criticou o Executivo por não ter
liberado as emendas impositivas direcionadas à saúde.
“Na prestação da Secretaria de Estado da saúde (SES)
aparecia zero no valor pago das emendas impositivas da saúde, mas vem aí o período
eleitoral. A justificativa? A Fazenda não liberou. É uma pena que a SES não
tenha autonomia administrativa e financeira, para isso precisa de recursos em
forma de duodécimo”, defendeu o presidente da Comissão de Saúde.
Ismael dos Santos (PSD) e Marcius Machado (PL) apoiaram o
ex-prefeito de Concórdia.
“É imprescindível que se cumpra a lei, temos 1% do orçamento
do estado para remanejar. Fiz uma proposta ao Presidente da Casa: vamos
devolver R$ 200 mi para que o estado pague efetivamente as emendas impositivas.
Não é para nosso gabinete, para nosso mandato, é para o município”, justificou
Ismael.
“Inadmissível que a SES não tenha autonomia financeira, as
emendas impositivas não estão sendo pagas”, reforçou Machado, que pediu apoio
para emenda à Constituição de sua autoria que permite o pagamento de emendas
aos hospitais filantrópicos fundo a fundo, como já acontece com os municípios.
Privatização da Eletrobras
Padre Pedro Baldissera (PT) criticou decisão do Tribunal de Contas da União
(TCU) de autorizar a continuidade do processo de privatização do sistema
Eletrobras.
“O TCU aprovou a privatização Eletrobras, isso traz para a
Santa Catarina a reflexão, é bem verdade que não está privatizada, mas em
processo de privatização. O controle será feito pelo capital privado e a
operação vai movimentar de R$ 22 bi a R$ 26 bi, isso dependendo do preço final
dos papéis”, pontuou.
Para Padre Pedro, a privatização não resultará em redução na
conta de luz.
“Sabemos na prática que isso não vai acontecer, o foco do
capital é o acúmulo, nunca vão colocar para perder, pelo contrário, as taxas de
energia vão aumentar e quem vai pagar é o contribuinte”, especulou o
parlamentar.
No caso da Eletrosul, sediada em Florianópolis, as
informações, segundo o deputado, são de que pode migrar para o Rio de Janeiro.
Plano de carreira da PMSC
Sargento Lima (PL) demonstrou ceticismo com o envio, pelo Executivo ao
Legislativo, do plano de carreira dos policiais militares.
“Dois ex-comandantes-gerais da PMSC e dos Bombeiros me
disseram que o Plano de Carreira dos Praças estava pronto para ser apresentado.
Na semana passada perdi meu tempo como um paspalho caminhando com as pessoas da
Aprasc para não enviarem o plano. Acredito que deixem para a última semana, daí
colocam um jabuti no meio, fazem uma reunião de líderes, olha, temos que votar
para ontem, não pode pedir vista, estudar, conversar com as pessoas”, ironizou
Lima.
Doação de projetos
Marcius Machado reclamou das dificuldades impostas pelo Executivo para receber
em doação projetos de engenharia, conforme previsto em lei aprovada pela Casa e
proposta pelo deputado.
“Tenho engenheiros e arquitetos na minha equipe de trabalho,
doo os projetos para os municípios. Temos três projetos de grama sintética para
Lages e um para Urupema, eles vão e voltam, o que está acontecendo?”,
questionou Machado, que reclamou do governador Carlos Moisés. “Me chama por
último para ficar atrás, não me dá a palavra, a palavra é de outro deputado que
não é da região”.
Jesse Koz
Kennedy Nunes (PTB), que presidiu a sessão, sugeriu e o Plenário concordou com
a observação de um minuto de silêncio em homenagem ao camboriuense Jesse Koz,
que morreu vítima de um acidente de trânsito nos EUA.
“Viajava de fusca pelos EUA em sua meta de chegar ao Alaska,
juntamente com o seu cão Shurastey, e que ontem, de forma traumática, sofreu um
acidente. Tinha 29 anos e lembro aqui que com um pouco menos eu quis fazer uma
aventura parecida, não tinha um fusca, mas tinha um gol, vendi o gol e por
quatro meses viajei”, revelou Ismael, que lembrou uma frase do jovem
catarinense: “a vida é mais do que ficar só esperando”
“Era uma dupla que empolgava, um homem e o cão, seu amigo
fiel, fiz um paralelo com minha vida, com a Alanis”, registrou Marcius Machado.
Junho branco
Ismael contou na tribuna que projeto de sua autoria, relatado pelo deputado
Fernando Krelling (MDB), denominará a semana de políticas antidrogas de “junho
branco”.
“É uma forma de atrair a juventude para a reflexão sobre os
dilemas das drogas”, explicou Ismael, que planeja reunir as mais 150
comunidades terapêuticas que atuam no estado para trocar experiências.
Alerta ao MP Eleitoral
Ivan Naatz (PL) fez um alerta ao Ministério Público Eleitoral que atua no
estado, haja vista as reuniões realizadas na Casa da Agronômica com políticos
para tratar de eleição, mas que são bancadas com recursos públicos.
“Os prefeitos do MDB no palácio do governo, eles estão na
deles, têm projetos, precisam do estado para encaminhar suas obras, participam
na esperança de ver o seu município atendido, mas o que se faz é deselegante e
antidemocrático, muitos prefeitos se sentiram constrangidos a assinar
documentos e a fazer coisas em troca de apoio”, relatou Ivan, que repetiu a
pergunta “quem paga a conta?”
Dia da indústria
Valdir Cobalchini (MDB) leu na tribuna artigo assinado pelo presidente da
Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), Mário Aguiar, sobre o Dia
da Indústria, celebrado em 25 de maio.
Segundo Aguiar, Santa Catarina é uma das unidades da
federação mais industrializadas do Brasil, razão pela qual a indústria seria o
coração do estado.
“Mais do que mercadorias, o setor produz impostos, renda e
qualidade de vida”, citou Cobalchini, que destacou a participação da indústria
no PIB estadual de 17%, o emprego de 800 mil trabalhadores, cerca de 34% da
força formal de trabalho.
Augusto Antonio Francio
Cobalchini lamentou a morte do empresário Augusto Antonio Francio (78), de Caçador,
vítima de um acidente vascular cerebral hemorrágico na semana que passou.
“Foi um grande industrial, proprietário da Frameport, que
produz portas em grande número. Em breve será a maior produtora de portas do
mundo, com investimento de R$ 500 mi na ampliação, aumentando em mais de 30% a
capacidade”, revelou.
Visita a municípios
Adriano Pereira exibiu na tribuna vídeo de visita que fez a São Pedro de
Alcântara, na Grande Florianópolis, para verificar a situação da SC-281, que
liga o município a Angelina.
“Estivemos onde devem ser iniciadas as obras de pavimentação até Angelina”, revelou Pereira, que destacou as melhorias futuras para o turismo rural e para a agricultura familiar.
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ROMAN RAITER - JUSTIÇA AO OASE