TSE: ministra manda apagar post que liga Lula a irmão de Adélio Bispo
Suposta ameaça de acabar iFood e Uber também foi alvo da decisão
Suposta ameaça de acabar iFood e Uber também foi alvo da decisão
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou a remoção das redes sociais de duas publicações com informações
falsas sobre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à Presidência
nas eleições deste ano.
Ambas as decisões são da ministra Maria Claudia Bucchianeri,
que atendeu a pedidos da coligação Brasil da Esperança, que apoia Lula.
Uma das publicações associava Lula ao irmão de Adélio Bispo,
homem que esfaqueou o presidente Jair Bolsonaro, atual candidato à reeleição,
durante a campanha de 2018. A outra postagem afirmava que o ex-presidente, se
eleito, acabaria com serviços de entrega por aplicativo como iFood e Uber.
No primeiro caso, circulou pelas redes sociais Twitter,
Facebook, Gettr e Kwai uma foto mostrando Lula ao lado de um homem que seria o
irmão de Bispo. Contudo, trata-se do médico Marcos Heridijanio, que foi
candidato a deputado federal pelo PT em 2018.
Conforme previsto nas normas eleitorais, Bucchianeri deu 24
horas para as plataformas removerem o conteúdo, que foi compartilhado por
diversos perfis. A ministra ordenou que as empresas enviem ao TSE os dados de
acesso e os IPs dos responsáveis pelos perfis em que a falsa informação foi
publicada.
A ministra escreveu ser "claríssima a divulgação de
fato manifestamente inverídico, com o deliberado propósito de induzir o eleitor
a erro e de desconstruir a imagem de determinada candidatura”.
Na segunda decisão, Bucchianeri determinou a remoção de
um post no qual o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirma que Lula
acabaria com o iFood e a Uber, tendo como base declaração em que o ex-presidente
criticou, em entrevista a uma rádio, os poucos direitos trabalhistas dos
entregadores por aplicativo.
“Jamais houve qualquer afirmação no sentido de
'encerramento' dessas funções ou de proibição do trabalho por aplicativo, mas,
apenas, a intenção de revestir tais postos de trabalho de mais direitos e
garantias”, escreveu Bucchianeri após analisar a representação da defesa de
Lula.
Nesse caso, a ministra afirmou haver “grave descontextualização discursiva que subverteu e desvirtuou por completo o conteúdo da mensagem divulgada”. Ela ordenou que Eduardo seja citado para apresentar defesa.
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ROMAN RAITER - JUSTIÇA AO OASE