TSE mantém proibição de imagens de viagens em campanha à reeleição
Plenário acatou decisão do ministro Benedito Gonçalves
Plenário acatou decisão do ministro Benedito Gonçalves
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu nesta terça-feira (27) manter
a decisão que proibiu o uso de imagens de viagens internacionais recentes do
presidente Jair Bolsonaro na propaganda eleitoral à reeleição.
Na semana passada, por meio de decisão individual, o
ministro Benedito Gonçalves acolheu pedido feito pelo PDT e pela Coligação
Brasil da Esperança (PT) para suspender o uso de vídeos sobre as viagens.
Na ocasião, o ministro decidiu que imagens públicas e
particulares relacionadas aos eventos oficiais realizados em Londres (funeral
da rainha Elizabeth II) e em Nova York (discurso na 77ª Assembleia Geral da
ONU) não podem ser utilizadas na propaganda por ferir a isonomia entre os
candidatos.
Na sessão, por 6 votos a 1, o plenário decidiu
manter a decisão do relator. Votaram nesse sentido os ministros Raul Araújo,
Maria Claudia Bucchianeri, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia e o presidente,
Alexandre de Moraes.
O ministro Carlos Horbach votou para liberar o uso das
imagens na campanha. O ministro divergiu por entender que, durante eleições
anteriores, outros candidatos à reeleição também fizeram menção a seus governos
nos discursos na ONU.
Lives
Na mesma sessão, por 4 votos a 3, o TSE também referendou a
decisão individual de Benedito Gonçalves que proibiu Bolsonaro de realizar
transmissões ao vivo (lives) com conteúdo eleitoral no Palácio da Alvorada. O
ministro entendeu que a residência oficial do presidente não pode ser utilizada
para a realização das transmissões por ferir a isonomia entre os
candidatos.
Além de Gonçalves, votaram para manter a decisão os
ministros Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia e Alexandre de Moraes.
Na votação, o ministro Carlos Horbach abriu a divergência e
votou a favor da realização das lives. Ele citou que, em eleições anteriores,
realizadas em 2006 e 2014, o TSE aceitou a realização de transmissões de
candidatos à reeleição no Palácio da Alvorada.
Maria Claudia Bucchianeri e Raúl Araújo também votaram a favor das lives. A ministra argumentou que não há vantagem de Bolsonaro sobre os demais candidatos. "Qual a diferença entre uma live feita pelo candidato A com fundo branco dentro da residência oficial e uma live feita pelo candidato B no fundo branco em um hotel"?, indagou a ministra.
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ROMAN RAITER - JUSTIÇA AO OASE