Presidente do TSE faz apelo contra abstenção no segundo turno
Taxa de abstenção no primeiro turno ficou em 20,89%
Taxa de abstenção no primeiro turno ficou em 20,89%
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro
Alexandre de Moraes, agradeceu aos eleitores que votaram no primeiro turno e
encorajou que todos voltem às urnas no segundo turno, que ocorre no próximo
domingo (30).
O ministro também agradeceu as prefeituras das 27 capitais
após todas confirmarem a gratuidade do transporte público no segundo turno. No
primeiro turno, somente 12 capitais tiveram passe livre, e a taxa de abstenção
ficou em 20,89%, o equivalente a cerca de 32,7 milhões de eleitores.
“Vamos diminuir essa abstenção e o transporte público
gratuito ajudará. Quanto mais transporte público e quanto mais eleitores
comparecerem, mais democracia”, disse Moraes ao encerrar a última sessão
plenária do TSE antes da votação de domingo.
Ele também encorajou os eleitores e eleitoras a não se
intimidarem com ameaças e pediu que denunciem os casos de assédio eleitoral.
“Não podemos permitir que os eleitores sejam assediados, sejam coagidos, sejam
ameaçados, inclusive é assédio eleitoral empregadores ameaçarem seus
empregados”, disse Moraes.
De acordo com dados do Ministério Público do Trabalho (MPT),
as denúncias de assédio eleitoral em empresas explodiram ao longo da campanha
de segundo turno, chegando a 1.572 casos até o momento, ante apenas 61 registrados
no primeiro turno.
“Peço a todos os eleitores e eleitoras, assim como fizeram
no primeiro turno, que compareçam com tranquilidade, com paz, para escolher os
seus candidatos, escolham com liberdade”, apelou Moraes.
Rádios
O ministro Alexandre de Moraes também reafirmou nesta
quinta-feira que não cabe à Justiça Eleitoral fiscalizar se as rádios de todo o
país cumprem a legislação eleitoral e veiculam como devem as inserções
obrigatórias com a propaganda de cada candidato.
"Como todos sabemos, não é, nunca foi, e continuará não
sendo responsabilidade do TSE distribuir mídias de televisão e rádio e
fiscalizar rádio por rádio no país todo se as rádios estão transmitindo as
inserções dos candidatos. Isso todos os partidos de boa-fé sabem, todos os
candidatos de boa fé sabem”, afirmou Moraes.
Ontem (26), o ministro negou seguimento a uma petição em
que a campanha do presidente Jair Bolsonaro, candidato à reeleição, alegava ter
sido prejudicado por rádios das regiões Norte e Nordeste, que não teriam
veiculado centenas de suas inserções obrigatórias.
Ainda na noite de ontem, Bolsonaro afirmou recorrerá da decisão de Moraes. "Da nossa parte, iremos às últimas consequências, dentro das quatro linhas da Constituição, fazer valer aquilo que as nossas auditorias constataram. Realmente, um enorme desequilíbrio no tocante às inserções. Isso é claro que interfere na quantidade de votos no final da linha", disse o candidato.
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ROMAN RAITER - JUSTIÇA AO OASE