Lula diz que só definirá nomes para ministério após viagem ao Egito
Presidente eleito se diz confiante na aprovação de PEC da Transição
Presidente eleito se diz confiante na aprovação de PEC da Transição
A definição de
nomes para os ministérios só começará daqui a dez dias, disse nesta quarta-feira
(9) o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva. Na primeira entrevista
coletiva após as eleições, ele disse que só iniciará a montagem da equipe do
futuro governo após voltar da viagem ao Egito e a Portugal.
A convite do
Consórcio de Governadores da Amazônia Legal e do presidente do Egito, Abdul
Al-Sisi, Lula irá ao balneário egípcio de Sharm El-Sheik, onde está sendo
realizada a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 27). O
presidente eleito chegará na terça-feira (15) ao Egito e retorna ao Brasil no
dia 18, com a previsão de uma visita de um dia a Portugal durante a viagem de
volta.
O futuro presidente
disse estar preocupado com a formação do ministério, mas não indicou nomes.
“Estou mais preocupado do que vocês, mas ainda não posso contar”, respondeu
Lula, ao ser perguntado sobre a possível indicação dos ex-ministros Henrique
Meirelles e Fernando Haddad para o Ministério da Fazenda.
O vice-presidente eleito
e coordenador da equipe de transição, Geraldo Alckmin, começou a formar a
equipe de transição ao anunciar os primeiros integrantes do grupo. A equipe
terá 31 grupos técnicos de áreas específicas, mas em pronunciamento ontem (8),
ao formalizar o gabinete de transição, Alckmin disse que a indicação para a
transição não está relacionada à ocupação de cargos em ministérios.
Disposição
Sobre a proposta de
emenda à Constituição (PEC) da Transição, que pretende retirar até R$ 175
bilhões do teto federal de gastos do Orçamento de 2023, Lula disse estar
confiante na aprovação. Segundo o presidente eleito, os presidentes da Câmara
dos Deputados, Arthur Lira, e do Senado, Rodrigo Pacheco, demonstraram
disposição para a tramitação da proposta nas reuniões realizadas hoje. Caberá a
Alckmin estabelecer um cronograma de tramitação da PEC com Lira e Pacheco.
Para o futuro
presidente, o Congresso deve ter em mente que os beneficiários dos programas
sociais são a população mais necessitada. “Não adianta guardar dinheiro para
pagar juro a banqueiro”, declarou. “Saúde, Farmácia Popular e Educação não são
gastos. São investimentos”, ressaltou, dizendo que esses gastos não podem ser
cortados em 2023.
“Houve muita
disposição dos presidentes da Câmara e do Senado. Alckmin vai se sentar com os
presidentes [das duas Casas] para falar sobre a PEC”, afirmou Lula. Ele também
disse estar empenhado em recuperar o relacionamento normal entre as
instituições e que busca uma relação tranquila com o centrão.
Dizendo não saber
quem fará oposição ao futuro governo, Lula afirmou que tanto o PT como Alckmin
terão de “aprender” a conversar com o centrão para conseguir apoio aos projetos
e às demais propostas que tramitarão no Congresso. “Se depender de mim, dia 2
[de janeiro] a gente está colocando a obra para funcionar”, afirmou Lula,
completando que pretende que as negociações aconteçam sem tensões nem brigas.
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ROMAN RAITER - JUSTIÇA AO OASE