Lançado na Assembleia Legislativa o movimento Humaniza SC
A Assembleia Legislativa sediou, na noite desta terça-feira
(22), o lançamento oficial do Humaniza SC, movimento que se propõe ao combate
da violência, da discriminação, do preconceito e da intolerância. O ato
aconteceu no Plenarinho Paulo Stuart Wright e reuniu lideranças políticas e
representantes de entidades de classe e de movimentos sociais.
A ação deriva da Carta pela Democracia, cuja leitura
aconteceu em agosto deste ano no auditório da reitoria da Universidade Federal
de Santa Catarina (UFSC), e busca a adesão de parlamentares catarinenses e
pessoas que atuam na defesa da cidadania e dos direitos humanos.
“Queremos mobilizar a sociedade catarinense, as pessoas de
bem, para a defesa da paz, da dignidade humana e da diversidade. E contra o
ataque de pessoas que defendem o nazismo, o fascismo, a violência e o ódio”,
disse Carlos Alberto Marques, do Sindicato dos Professores das Universidades
Federais de Santa Catarina (Apufsc-Sindical).
“Nós temos que lutar, sim, por um processo que reconheça os
direitos humanos, que reconheça a qualidade de vida, que reconheça as pessoas
como iguais, apesar de diferentes. Por isso o Humaniza SC”, acrescentou o
advogado Prudente José Silveira Mello, que integra a organização do movimento.
Entre as ações planejadas, estão a realização de eventos em
escolas, universidades e igrejas, a promoção de debates e palestras, e também a
divulgação de conteúdos culturais e artísticos que promovam as ideias propostas
pelo grupo.
Na Assembleia Legislativa, o Humaniza SC já conta com o
apoio das deputadas Ada de Luca (MDB) e Luciane Carminatti (PT), que estiveram
presentes no ato promovido pelo movimento.
“Agora talvez a gente tenha um rumo certo para chegarmos. E
eu não falo mais pela minha geração, mas pela próxima. Nós precisamos tomar um
rumo nesse país e não permitir que a ditadura retorne”, disse Ada.
“O nosso estado tem muito protagonismo na organização social, na luta pelos direitos dos povos indígenas, do ambientalismo, do direito às cotas, por políticas públicas mais humanas, e nós precisamos retomar qual é o valor, qual é o sentido da política, e qual é o sentido da vida humana”, disse Luciane.



ROMAN RAITER - JUSTIÇA AO OASE